Epidemia de dengue deve acabar em junho, segundo secretário de Saúde

Aldenis explicou que a frente fria ajuda na diminuição do criadouros e queda no número de casos da doença (Foto: Cláudio Lahos)

O secretário de Saúde, Aldenis Borim, foi até a Câmara Municipal para dar algumas informações a respeito das ações da Pasta. O balanço apresentado por Borim destacou números interessantes, como o período em que a cidade enfrentou uma epidemia de dengue. “Há 17 anos isso aconteceu e nós havíamos previsto essa epidemia em novembro do ano passado quando viemos à Câmara e divulgamos esse número de que teríamos algo entre 15 mil e 20 mil casos”, destacou.

O responsável pela Pasta fez questão de enumerar que, durante os mutirões, ações em escolas, trabalhos de conscientização da população e parceria criadas com outras Secretarias e sociedade civil foram constatados que 87% dos criadouros estavam nas residências. “Nós vistoriamos também cerca de 370 prédios públicos e treinamos 670 funcionários públicos para encontrar possíveis criadouros do mosquito”, disse.

Dhoje Interior

Entre essas ações o secretário destacou a criação do Centro de Hidratação que colaborou com a diminuição da superlotação das UPAs. “Claro que nós tínhamos essa consciência de que, com essa epidemia estourando, aumentaria a procura por UBSs e UPAs, mas não contávamos que haveria uma invasão tão grande de pacientes de outras cidades”, pontuou Borim.

Segundo ele, houve uma incidência de aproximadamente 35% de casos vindos de outras cidades. Isso fez com que a Secretaria registrasse 35 mil exames de hemograma, além de 24 mil consultas a mais na atenção básica à saúde.

Questionado, durante sessão na Câmara, Aldenis disse que, graças a frente fria, a proliferação do mosquito foi prejudicada e, assim, prevê que no início do mês de junho, a cidade saia da epidemia e passe a ter um controle maior em relação aos casos. “Não vamos acabar com a doença, mas com certeza teremos uma queda considerável no número de casos registrados”, finalizou.

Por Ygor Andrade