ENGANADA PELA ULTRASSOM: Não é menina, é menino!

Camila Zagato de Oliveira, 20 anos, achou que seria mãe de uma menina, mas na hora que a criança nasceu no último domingo ela descobriu que ao invés de ser mãe da Valentina seria mãe do Lorenzo; médico especialista diz que diagnóstico do sexo da criança deve ser feito somente após 16 semanas de gestação

Um acontecimento deixou uma mãe de primeira viagem sem reação, assim definido por ela, durante um momento especial, como o parto. É que passadas 41 semanas e acreditando que seria mãe de uma menina, comprovado após dois ultrassons, no momento do nascimento do bebê, o que seria batizado como Valentina, acabou tendo que ser alterado para Lorenzo.
A jovem rio-pretense de 20 anos, Camila Zagato de Oliveira, preparou todo o enxoval e quarto do recém-nascido em tons de rosa, esperando pela chegada da filha, mas o engano foi cometido durante os dois ultrassons feitos pelo SUS aos dois e seis meses de gestação, no Hospital Santa Casa.
O laudo médico fez a mãe acreditar veementemente no sexo feminino do bebê. “No ultrassom que fiz com quase seis meses, o médico colocou o aparelho na minha barriga e já confirmou que seria uma menina. Ainda perguntei se era com 100% de certeza e me confirmaram”, disse.
Após a definição do sexo, constatado pelos exames, Camila e os familiares foram em busca de roupas e móveis para montar o quartinho do que seria a mais nova princesinha da família.
“A gente comprou todas as coisas, vestidinhos, sapatinhos, berço, carrinho e enfeites em rosa. Fiz o chá de bebê e ensaio fotográfico, acreditando que era a Valentina que chegaria”.
A jovem disse que esperou o momento para ter parto normal, mas que devido à falta de dilatação acabou tendo que fazer uma cesárea. O pequeno Lorenzo nasceu saudável no último domingo (28) no Hospital Santa Casa, com 48,5 cm e pesando 3,85 quilos.
O choque foi exatamente na hora do parto quando a médica perguntou a gestante qual seria o nome da criança. “Na sala de cirurgia a médica me perguntou o nome e respondi Valentina. Ela apenas me disse: como vai chamar Valentina se é um menino? Quando ela me mostrou o menino eu fiquei bem assustada e não tive reação, até hoje não sei explicar o que senti”, relembrou.
A mãe contou que desde que ficou sabendo que estava grávida, sentiu que seria mãe de um menino. “Não sei se é coisa de mãe, mas eu tinha certeza de que seria um menino. Eu sempre falava que era um menino. Mas quando fiz o ultrassom não estranhei porque na minha família sempre nascem mulheres”.
Apesar do equívoco e de ainda não ter tido tempo para trocar todas as coisas rosas por azuis, a família está bem contente com o novo integrante, em especial o pai que ao saber da notícia, Camila disse que comemorou. “Ele amou, preferiu ser pai de menino do que de menina. Ficou alegre e pulou de felicidade”, concluiu a jovem.

LEDO ENGANO

Dhoje Interior

De acordo com o especialista em Medicina Fetal, Gustavo Henrique de Oliveira, o diagnóstico do sexo fetal de certeza pela ultrassonografia deve ser dado somente após 16 semanas de gestação, pois nesta fase é quando a diferenciação dos órgãos genitais externos já está completa.
A identificação do sexo fetal é possível até o fim da gestação desde que a visualização dos órgãos genitais externos seja clara. Muitas vezes, posições desfavoráveis do feto dentro do útero impossibilitam o diagnóstico preciso, assim como aparelhos de ultrassom de baixa qualidade ou mesmo ultrassonografistas inexperientes. “Por se tratar de uma informação objetiva, quando feita de maneira correta, erros são incomuns”, afirmou o médico.

Por Priscila CARVALHO