Empresas e usuários ficam cada vez mais presos à internet

Uso constante de celular pelas pessoas é apontado pelos ténicos em técnologia da informação como consequência da facilidade de acesso

Nas últimas semanas uma onda de queda de sinais de internet vem atingindo Rio Preto, como na última segunda-feira (6), quando o sistema de atendimento da Secretaria da Saúde ficou lento durante todo o dia. O fato trouxe a polêmica sobre a dependência da internet no dia a dia à tona.

Segundo João Curado, diretor-presidente da Empro, todo mundo se tornou dependente do sistema, porque ele facilitou as informações para todos.

“É muito fácil achar tudo dentro do sistema. Há mais de dez anos as empresas utilizam um sistema de informática para trabalhar. As grandes empresas, então, há mais tempo ainda”, afirmou.

Para Curado, a queda de sinais em Rio Preto nas últimas semanas tem uma explicação. “Rio Preto tem vários pontos cegos, onde se não for por cabo a internet não funciona. Por isso considero um sinal médio. De modo geral, o Brasil tem um sinal ruim, principalmente se comparado com os outros países, onde o investimento e o retorno são maiores e, assim, a qualidade do sinal é bem superior”, concluiu o diretor-presidente da Empro, completando que a solução seria a colocação de mais antenas na cidade.

Especialista em gestão de TI e dono de uma empresa de tecnologia e integração de sistema e automação, Samuel Tamarozzi também concorda que facilidade é gigante com a internet para trabalhar.

“Penso que todo mundo acaba ficando dependente de TI, de internet, justamente pela facilidade e a ligação que a internet permite. Porque ficamos tão ligados no celular e não conseguimos ficar sem? Pela facilidade. Você conversa com qualquer pessoa a qualquer momento, tem o feedback a qualquer hora, se tiver dúvida de trabalho, ou solicitar um serviço, é pelo celular que você faz. Se precisar mandar um documento não é mais necessário escanear. Basta tirar um foto e mandar via whatsapp. Então, a dependência vem da facilidade que foi gerada e não um simples vicio”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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