Em um mês, valor do etanol sobe R$ 0,29 em Rio Preto

Preferência - Etanol ainda segue como combustível mais procurado pelos motoristas rio-pretenses. Porém, depois do aumento, população reclama do preço

De acordo com os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rio Preto registrou um aumento de R$ 0,29 no preço do etanol entre os meses de junho e julho deste ano.

Enquanto em junho o valor mínimo do combustível poderia ser encontrado por R$ 1,89.9 e o máximo por R$ 2,39.9, em julho, o preço mínimo saltou para a casa de R$ 2,18.9 e a máxima se manteve em R$ 2,39.9.

“Compensa mais, porque é a firma que paga. Dá para roda a cidade toda” – Pedro Daniel Maldonado, técnico de telecomunicação

“Esse aumento afeta todo mundo. Viajei para Assis e lá estava R$ 1,85. Rio Preto está muito caro”, disse o aposentado Alfredo Schwartz, 61 anos, que também justificou a preferência pelo etanol ao invés da gasolina. “Consumo um pouco mais, porque é um pouco mais barato, mas precisa baixar um pouquinho. Está muito caro. No mês passado estava gastando entre R$ 300 a R$ 400, depois do aumento passei a gastar pelo menos R$ 100 a mais”, afirmou.

“Consumo um pouco mais, porque é um pouco mais barato, mas precisa abaixar um pouquinho” – Alfredo Schwartz, aposentado

Para Marta Cristina Marques, 40 anos, o aumento também foi sentido no bolso. “Pelo menos uns R$ 50 a mais estou gastando”, afirma ela, que ainda conta com as férias dos filhos que ajudou um pouco na economia. “A gente chega e pede para colocar R$ 20, agora estou colocando R$ 30. Dura dois dias no máximo”, finaliza.

Porém, mesmo com a alta, segundo os funcionários e donos dos postos de combustíveis de Rio Preto, a maioria dos motoristas ainda prefere pelo etanol. Como a gasolina, em um dos postos pesquisados, está R$ 3,46.9 e o etanol, no mesmo lugar, está R$ 2,27.9, a variável na divisão dos valores aponta 0,66, mostrando que o etanol é mais rentável.

“Compensa mais, porque é a firma que paga. Dá para rodar na cidade toda”, diz, o uruguaio Pedro Daniel Maldonado, 32 anos, técnico de telecomunicação, afirmando que a diferença no preço de um mês para o outro não alterou sua rotina.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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