Em 2018, mais de 60 festas já foram fiscalizadas pela Vara da Infância e Juventude de Rio Preto

fiscalização -Equipes durante interdição da festa irregular, no fim de semana, em Rio Preto

A junção de festa, bebidas e menores está cada vez mais cada vez mais comum nos dias de hoje. Só no ano de 2018, em Rio Preto, os agentes da Vara da Infância e Juventude já fiscalizaram mais de 60 tipos de festas envolvendo aniversários de 15 anos, formaturas e chácaras.

O número de festas clandestinas vem aumentando em Rio Preto. Para o chefe dos agentes de proteção, Fábio Acayaba, hoje em dia está mais fácil localizar essas festas. “Fiscalizamos as redes sociais, as pessoas criam os eventos, colocam os detalhes e no dia da festa nós vamos fiscalizar”, afirma.

“Temos muitas denúncias também, às vezes, uma pessoa que teve a festa interrompida por causa da fiscalização denuncia outra que vai ocorrer e nós vamos até local”, diz o chefe dos agentes de proteção.

Para não ter mais problemas, as festas que são legalizadas sempre contam com o alvará em dia, seguranças, revistas de pessoas para evitar a entrada de drogas ou objetos proibidos e a orientação para não vender bebidas alcóolicas para menores.

Fábio completa que, “O problema é que muitos jovens pagam para fazer documentos falsos. Se são pegos, eles se tornam menores infratores e têm que responder pelo crime. Os pais podem ser multados em até R$ 6 mil”, informou.

Nas situações que o menor é flagrado com bebidas alcoólicas, os responsáveis dos adolescentes serão cientificados e responderão pela situação, segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin. “É feito um relatório com os dados do menor e dos pais, que são chamados para depor. Caso for comprovada a negligência, a multa pode variar de três a 20 salários mínimos”.

Nos dias 15 e 20 de abril, duas festas clandestinas em chácaras foram interrompidas pelos agentes de fiscalização. Nos locais interditados, vários menores foram flagrados com bebidas alcoólicas. Um adolescente foi flagrado com um líquido inalante, duas porções de maconha e uma porção de crack, mas ao ser interrogado, negou a posse dos entorpecentes.

“Nós orientamos aos pais saber sempre aonde os filhos estão indo, orientar a eles sobre os riscos das bebidas alcóolicas, incentivando aos menores a não beber. Procuramos sempre dar essas orientações”, completa Pelarin. (Colaborou: Leo BIGOTTO CARON)

 

Da REPORTAGEM

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