Educador comemora o primeiro Dia do Professor quebrando paradigmas

Solta o som - Professor Luis Henrique toca o violão e canta junto com as crianças clássicos da MPB e do rock nacional

Nada de “tia” para os 72 alunos da Escola Luz da Vida. Todas as crianças de quatro meses a seis anos, que estudam no local, nos períodos da manhã, tarde e integral, chamam os professores pelo nome. E, um em especial, é um dos mais requisitados pelas crianças.

Luis Henrique dos Santos Barcellos, 23 anos, formado pela Unesp, faz parte do grupo de 16 educadores que trabalham na Luz da Vida, e iniciou nesta temporada seu primeiro ano como profissional da área. Ontem, no primeiro Dia dos Professores, ele comemora a conquista quebrando alguns paradigmas.

“Sempre me dei bem com crianças, mas estar a frente, ser professor, de uma turma de crianças e hoje ver como isso acontece, eles chegando de manhã, chamando meu nome e me abraçando, é uma coisa que deixa a gente satisfeito, não tem como você não se ligar emocionalmente a eles, mas nunca esquecendo que estamos ali pelo viés da educação”, afirmou ele, que recebeu o contive para trabalhar na escola em janeiro.
“Estava me formando, procurando emprego e uma amiga que era estagiária disse que a escola estava procurando um homem. Eu duvidei, porque homem na educação infantil, em Rio Preto, era muito surpreendente. Na outra semana a Natucia (Natucia Cristina Cunto Tadei, diretora da escola) me ligou e comecei”, explicou.

Seguindo o princípio de formação da escola, que contempla a liberdade e integração das crianças no processo de aprendizagem, junto com intervenções e brincadeiras, que remetem a números, letras, cores, que abrangem vários campos de experiência, o professor Luis Henrique também encantou os pequenos através da música que toca em seu violão, mostrando canções de MPB e do rock nacional, além de clássicos infantis.
“Olhar para eles como sujeitos que estão se desenvolvendo, cada um do seu modo, e participar desse processo, propor essas coisas, não são simples, mas é muito gostoso”, disse o professor, que, mesmo no em seu dia, enaltece o aprendizado que tem com os pequenos que ensinam importantes lições.

“Aprendi com eles que as crianças falam muito e a gente tem que ouvir as crianças, elas têm muito o que dizer para nós”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS