Educação e cidadania para as nossas crianças

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“Dentro do serviço social, trabalhamos a ética e a cidadania. Educamos as crianças para serem cidadãos de bem. Nós usamos o espaço para fazer o empoderamento da comunidade, das famílias e, principalmente das crianças, que são nosso foco. Lutamos para não deixá-las na rua”. Nas palavras de Maria Mesquita Estefanini, assistente social do espaço, esse é o objetivo do projeto Maquininha do Futuro, que vem promovendo um trabalho de cidadania no bairro São Deocleciano desde 2015.

O Maquininha do Futuro é intitulado uma Organização da Sociedade Civil, com um regimento próprio. O projeto começou em 2015, por meio de uma iniciativa de Bruno Moura, coordenador. “O Bruno começou o projeto oferecendo pequenas oficinas de esportes. Diante da possibilidade de usar o espaço, ele ganhou força da comunidade e foi construindo o espaço. Em janeiro de 2017, veio a primeira ajuda política, primeiro recurso da Secretaria da Educação”, comenta Mesquita. Leandro BRITO [email protected] Nos períodos da manhã e da tarde, o projeto funciona como um contraturno escolar. No turno oposto ao da escola, as crianças vão para o espaço do Maquininha do Futuro onde realizam atividades esportivas e educativas.

São várias atividades, como capoeira, futebol, judô, balé, hip hop. “Aqui as crianças que estão na escola, podem ter a possibilidade de recreação, de atividades para não ficarem sozinhas em casa quando estão fora da escola”, destaca Mesquita. O projeto começou oferecendo atividades a 30 crianças. Hoje, o plano de trabalho prevê o atendimento de 150 crianças, mas quase 200 são beneficiadas por meio do Maquininha.

Apesar do número de vagas alto perto de outros projetos, ainda é pequena para atender todos que procuram o espaço. “Nós temos uma demanda reprimida de mais de 80 crianças. Tem pais todos os dias na porta pedindo vaga porque não têm lugar para deixar os filhos, mas o projeto não consegue atender”, comenta Mesquita. Ketlyn Batista Cordon, de 9 anos, é uma das crianças que fazem parte do projeto.

Ela comenta que suas atividades O espaço, cedido pelo Município para o funcionamento do Maquininha do Futuro, conta atualmente com uma sala, um banheiro, um refeitório e uma sala da administração. No momento, a equipe está em processo de construção de mais uma sala de atividades. Até o momento, já foram usados mais de 40 mil e as obras só estão no começo.

De acordo com a assistente social, com a nova sala, o projeto poderia ampliar o número de atendimentos, além da oportunidade de oferecer novos cursos às crianças. “O que estamos com dificuldade é a construção, pois estamos em uma área emprestada. É muito difícil conseguir parceiros para aderir ao projeto, pois muitos entendem que a prefeitura tinha que fazer. A sala iria abrigar muitas crianças, por exemplo, se hoje atendemos 200 crianças, poderíamos atender 300”, destaca Mesquita.

Pensando na ampliação do espaço para atender mais crianças, a assistente social pede a ajuda da comunidade. “Eu gostaria de aproveitar para convidar a sociedade a nos ajudar. Qualquer ajuda é bem- -vinda. Além de mão-de-obra e dinheiro, nós recebemos roupa ou qualquer coisa que podemos transformar em recurso para aplicar em melhorias para essas crianças, pois elas precisam muito”, comenta.

Se alguém tiver interesse em ajudar o projeto, pode encontrar em contato com a equipe do Maquininha por meio do telefone (17)32216251 ou pelo whatsapp (17) 99230 8234. Ajude o Maquininha do Futuro a crescer B1 preferidas no Maquininha é a dança, a capoeira e o futebol. “Eu gosto muito de vir aqui, pois eu me divirto, como demais, porque na minha casa não tem nada para comer. E nós fazemos muitas coisas aqui. Hoje, fizemos uma rosquinha de leite condensado. Eu amo ficar aqui”, comenta Cordon.

O Maquininha do Futuro atende crianças de 6 anos até 14 anos e 11 meses. “Faltando um mês para ele completar 15 anos, nós já começamos a buscar encaminhar para outra organização. O jovem e o adolescente que sai daqui, nós tentamos encaminhar para uma instituição que tenha a faixa etária de idade, para algumas organizações que fazem capacitação desses jovens para ele seguir para o mercado de trabalho”, explica Mesquita.

De acordo com a assistente social, o trabalho desenvolvido pela equipe do projeto é todo formado para levar o melhor para as crianças. “O trabalho é de muito boa qualidade, a equipe profissional recebe treinamento, tem uma supervisão da Secretaria da Educação. É feito todo um plano de trabalho pedagógico com as crianças”, destaca Mesquita.

As ajudas muitas vezes vão além do benefício das crianças, chegam à família. “Eu faço a parte da defesa de direitos das crianças, o acompanhamento particularizado. Trabalho com o encaminhamento da equipe pedagógica, as crianças que têm a necessidade de um acompanhamento mais próximo. Mas, às vezes, não só as crianças precisam de atenção. Em alguns casos as família passam por alguma situação difícil e buscamos ajudar”, comenta Mesquita.

Como destaca a assistente social, o projeto tem uma função transformadora na vida das crianças. “Além do que recebemos, nós nos desdobramos cada vez mais para poder oferecer mais, para poder atender essas crianças, pois a gente vê o poder de transformação que tem quando essas crianças têm possibilidade de acessar esse serviço”, finaliza Mesquita.

Por: Leandro BRITO

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