Edinho consegue R$ 14 milhões no Ministério das Cidades para projeto de captação de água no rio Grande

Foto: Alan Santos/PR

O presidente da República, Michel Temer, ao lado do prefeito Edinho Araújo e do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, autorizou na manhã desta quarta-feira (17/1), em seu gabinete, a liberação de R$ 14.373.876,47, para a elaboração do projeto de engenharia para a captação de água no rio Grande. A finalidade é ampliar o abastecimento de água em São José do Rio Preto.

“É um momento histórico. É o marco inicial para trazermos água do rio Grande e abastecer Rio Preto nas próximas décadas. Estamos planejando nossa cidade, pensando nas futuras gerações e no desenvolvimento que virá agregado. Agradeço a sensibilidade do presidente Michel Temer e do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que compreenderam a importância da liberação dos recursos para darmos início ao projeto-executivo”, afirma o prefeito Edinho Araújo.

A empresa Estática Engenharia Ltda. venceu a licitação para a elaboração de estudos de concepção ambiental, projetos básicos e executivos de um novo sistema de captação, tratamento e adução de água para Rio Preto, denominado Sistema Produtor Rio Grande. O contrato  já foi assinado e aguardava a liberação dos recursos.

Após o início do projeto, a empresa Estática Engenharia tem 24 meses para a sua conclusão.

“É importante destacar a liderança e empenho do prefeito Edinho Araújo. Assim que assumimos o Semae, apresentamos a ele os projetos primordiais para a autarquia. Entre eles, a liberação de recursos para o projeto de captação de água do rio Grande. Edinho abraçou o projeto e, um ano após assumir, consegue a liberação dos recursos”, declara o superintendente do Semae, Nicanor Batista Júnior, presente no ato de liberação dos recursos. “A partir desse estudo, poderemos saber quanto custará a obra e qual o prazo para a sua execução. Vamos discutir com a sociedade a melhor formar de fazer a captação”, completa.

Também participaram da reunião, no gabinete do presidente Michel Temer, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e o presidente da Funasa – Fundação Nacional de Saúde, Rodrigo Sergio Dias.

No limite

Atualmente, o Semae produz 3.900.000m3 por mês de água tratada, sendo 25% originários da ETA – Estação de Tratamento de Água; 50%, dos 311 poços do Aquífero Bauru; e 25%, dos oito poços profundos do Aquífero Guarani. A quantidade é suficiente para abastecer os 450 mil moradores de Rio Preto, mais a população flutuante da cidade, que somados aproximam-se dos 500 mil habitantes.

A Fundação Seade projeta 466 mil moradores em 2030. Com a população flutuante deveremos chegar a 550 mil pessoas. Para atender esses usuários, está prevista no Plano Diretor de Água e Esgoto do Semae a perfuração de mais três poços, no Aquífero Guarani, com capacidade média de produção de 250m3 por hora, cada, sendo um deles na Zona Norte da cidade (próximo ao Palestra Esporte Clube); outro, na Zona Leste (entre os Damhas e Guapiaçu); e o terceiro, na Zona Sul (atrás do Shopping Iguatemi).

A produção dos três poços irá abastecer mais 50 mil habitantes aproximadamente.  “É uma medida provisória, já que a retirada de água do Aquífero Guarani é extrativista. A solução definitiva é buscar água no rio Grande”, diz Nicanor Batista.

Quando estiver em plena operação, o rio Grande poderá disponibilizar para a cidade de Rio Preto 3m3 por segundo, o suficiente para abastecer uma população de mais de um milhão de habitantes. “Assim, os poços do Guarani poderão ser transformados em reserva estratégica. Há ainda a vantagem de que a água do rio Grande – além de abundante – é de excelente qualidade e exigirá pouco tratamento, barateando o custo. Já temos a outorga para captarmos a água no rio Grande”, explica o superintendente do Semae.

 Da REDAÇÃO

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