Economista fala sobre a importância da mesada para os filhos

Foto: Arquivo Pessoal

Especialista recomenda que a família utilize uma planilha que seja acompanhada pelas crianças e que os pais também orientem sobre o planejamento do gasto.

A relação dos filhos com o dinheiro nem sempre é bem definida. Para alguns pais, a mesada é uma forma de fazer com que a criança compreenda quais os limites e as necessidades reais quando desejam um brinquedo novo, um passeio ou qualquer outro presente.

Trabalhar a maturidade financeira da criança e fazer com que ela entenda qual o melhor momento para comprar determinada coisa. A economista Carla Sarni afirma que dar mesada aos filhos é numa forma de ensiná-los a empreender.

“Quando os pais possuem uma situação econômica que permite proporcionar os filhos uma quantia em dinheiro para a mesada, é importante que incorporem isso no dia a dia da família, mas ensinando as crianças o quanto é difícil ganhar, mas como é fácil gastar. Se um brinquedo quebrar não o substitua rapidamente. Ensine a criança o quanto aquilo vale e quanto tempo seria necessário economizar para repor esse produto. O papel da mesada é meramente ter um motivo para pais e filhos conversarem sobre dinheiro”, explicou ela.

Júnior Carreira é pai da pequena Jhulia, de nove anos. No ano de 2017 ele começou a destinar uma quantia por mês à filha. A Ideia era fazer com que a filha tivesse noção de quanto custa cada “desejo seu”.

“Comecei com o valor de R$80 por mês. Todas as vezes que entrego a ela a mesada falo que seria interessante ela guardar R$10 no cofre para o presente de Natal, que vai poder ser algo melhor. Hoje ela já tem noção dos valores, principalmente de brinquedos. Quando estamos em uma loja e ela escolhe algo superior ao valor da mesada, ela já sabe que é preciso esperar o próximo mês para conseguir comprar. Aumentei o valor neste ano para R$90, mas também aumentei o valor que ela deve guardar no cofre, que agora é de R$15”, comenta Júnior.

A economista comenta que 10 anos seria uma boa idade para começar a introduzir na vida dos filhos a educação financeira, mas que nada impede que isso aconteça antes. “O que precisamos é estimular as crianças a fazer contas, planejamento, ter uma rotina com o dinheiro, empreender. Independentemente do valor, é preciso ensinar desde cedo a importância de planejar o consumo, de guardar e como gastar. Claro que as crianças devem ter autonomia, mas os pais devem acompanhar esse processo de perto e orientá-las. Quando chegar aos 12 anos elas já terão uma educação financeira bastante interessante”, conclui Carla.

Para encerrar, Carla orienta os pais que tenham uma planilha de gastos mensais da criança com todos os itens que serão avaliados, como postura na escola, comportamento com os pais, notas e afazeres diários. Uma planilha com planejamento futuro também é uma boa para ensinar a criança a poupar e planejar.

Por Jaqueline BARROS

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS