Economista dá dicas sobre o uso correto do cartão de crédito com as novas regras

Aprovadas na última semana pelo Conselho Monetário Nacional, as novas regras do cartão de crédito, que determinam que o percentual de pagamento mínimo da fatura, atualmente de 15%, poderá ser definido pelos bancos e os mesmos não poderão mais cobrar taxas de juros maiores dos clientes inadimplentes do que cobram no rotativo, vão passar a valer a partir de 1º de junho deste ano.

Para Raphael Tavares Mantovani, economista rio-pretense, a medida adotada é importante no sentido de tentar fazer com que os juros caíam no Brasil para o consumidor final.

“Há mais ou menos um ano nós tínhamos os juros do cartão de crédito, que poderia ultrapassar 450% ao ano, agora, a partir do começo do ano, com a mudança na regra, que passou a vigorar no último mês, de que o cartão de crédito pode ficar no rotativo somente no primeiro mês e a partir do primeiro mês, passados 30 dias depois disso, o banco é obrigado a te colocar numa linha de financiamento mais barato, fez com que os juros caíssem um pouco. Eles estavam em mais de 450% e agora está na casa dos 300%, mas a expectativa é que continue caindo ainda mais”, explicou.

Segundo Mantovani, mesmo com a redução, os juros continuam altos. Por isso, o consumidor deve ficar atento no momento da compra para não se apertar.

“A taxa básica de juros, hoje, está em 6,5% e se observarmos em um período de um ano, essa taxa estava em 14%. Então, ela caiu pela metade, mas não caiu para o consumidor final na mesma proporção. O consumidor precisa fazer a seguinte conta. Se atrasar o pagamento do cartão de crédito, eventualmente, quanto vai custar? Porque se a partir de agora, do primeiro mês, o banco é obrigado é continuar os 30 primeiros dias, após o vencimento, com o rotativo, esse juro cai para 8, 10%. Então, o juro que era acima de 15%, cai, mas ainda é muito alto. Cartão de crédito não é extensão de renda, o consumidor precisa se programar para pagar seus vencimentos”, ressaltou.

Por Marcelo Schaffauser

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