Eclipse mais longo do século chama atenção dos rio-pretenses, astrônomo desconstrói mitos

REPRODUÇÃO/AGÊNCIA ESPACIAL/NASA - 27/07/2018: A Terra se colocou entre o Sol e a Lua nesta sexta-feira, 27

Mesmo Rio Preto com toda essa poluição os rio-pretenses puderam acompanhar na tarde desta sexta-feira (27) o fenômeno astronômico que só poderá ser visto novamente daqui 15 anos. ‘A Lua de Sangue’, assim como é conhecido o eclipse lunar que deixou por alguns minutos a lua com um tom laranja avermelhado.

A passagem dos raios solares gerando sombra na lua é considerada a mais longa da história do século 21 com a duração de 103 minutos.

Para toda a parte leste do Brasil a Lua já nasceu durante a fase total do eclipse e para a parte oeste do Brasil, o eclipse foi visto somente como parcial. Ao contrário do significado que muitas pessoas atribuem a coloração do satélite considerado o quinto maior do sistema, como fruto da poluição das grandes cidades.

O professor Roberto Costa do Instituto de Astronomia Geofísica e Ciências Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP), explica que o modismo de chamar de ‘Lua de Sangue’ vem de muitos anos nada mais é do que a cor natural de qualquer eclipse.

“A terra está exatamente na frente do sol isso significa que a luz atravessa pelos bordos da terra olhada da lua a atmosfera da terra. Dentro existe uma espécie de filtro que deixar passa uma maior quantidade de luz vermelha e menos azul que é refletida pela atmosfera terrestre, por isso o céu é azul durante o dia”, disse Costa.

Daqui de baixo foi possível enxergar a lua praticamente coberta e bastante escura em meio a poluição da cidade de Rio Preto. A terra cumpre basicamente durante o episódio lunar raro o papel de crivo que absorve e projeta a parte azul, porém é cor mais quente é visto com mais facilidade.

Costa afirma ainda que há variações de cor dependo do ângulo do sol sobre a terra já que a posição dos planetas nunca é exatamente alinhada. A razão pelo qual o eclipse é considerado o mais longo da história do século tem a ver novamente com o alinhamento entre sol, terra e lua, que hoje estão quase que matematicamente enfileirados.

“A lua anda um pouco mais longe da terra andando mais devagar a orbita da terá ao entorno da lua ela não é um círculo perfeito e sim uma elipse, isso faz com que o fenômeno ocorra mais lento que o normal”.

DA REPORTAGEM:

Colaborou: Guilherme Ramos, às 20h51.

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