“É tortura para mim”, diz mãe

tristeza - Mãe mostra a foto da filha levada pros EUA

Até parece o roteiro do filme ‘O Resgate de Lauren Mahone’, onde um homem pega sua filha de sete anos, para uma visita de fim de semana, e desaparece. A mãe descobre que ele vendeu tudo e voltou para o seu país de origem, a Jordânia. Ela recorre ao Consulado, à Corte Federal, à ONU, mas não obtém nenhuma ajuda.

Uma mãe rio-pretense está vivendo uma história semelhante. A recepcionista, Dájna Josefa de Marco Moisés, de 21 anos, acusa o ex-namorado, Jaylen Alfaro, de ter levado sua filha, Sinai Alexis Alfaro, de apenas um ano, para conhecer a família paterna. Dájna diz ter aceitado a situação, com a condição de que ele retornaria com a menina ao Brasil, em abril do mesmo ano.

“Eu jamais deixaria ele levar a minha filha sem ter a certeza que ele retornaria, mas não foi o que aconteceu”, lamenta a mãe.

Antes de Jaylen retornar aos Estados Unidos, Dájna tentou tirar o visto para o país, mas o documento foi negado duas vezes. Ela procurou o consulado e foi aconselhada a fazer um visto de noiva, o que não foi possível, pois ele tinha uma esposa fora do país.

Segundo Dájna, ficou combinado entre eles, que ao retornar nos Estados Unidos, ele se divorciaria da outra mulher e mandaria os documentos necessários para dar entrada no visto de noiva. Ao retornar para o país de origem, Jaylen rompeu o relacionamento com Dájna, o que dificultou ainda mais a ida da recepcionista para o Texas.

A advogada de Dájna, Elisa Cruvinel Birolli contou que entrou com uma ação de busca e apreensão de menor. “Nessa ação de busca e apreensão vou pedir a remessa de instrumento de cooperação judiciária internacional aos EUA”, afirmou Elisa.

A reportagem do Jornal DHoje Interior, entrou em contato com o suposto advogado de Jaylen, Wilmer Martinez , mas até o fechamento desta edição, não recebeu resposta.
A recepcionista está há quase seis meses sem ver a filha e diz ser tortura esse sentimento. “Eu só queria pegar ela no colo, ver ela. Chegar em minha casa depois do trabalho e saber que ela está lá. Eu tenho medo disso demorar e ela chegar em uma idade que ela não me veja mais como mãe dela ”, lamenta a mãe emocionada.

Sem diploma
A reportagem do Jornal DHoje Interior apurou que o Wilmer Martinez, que se apresenta como advogado do pai da criança, não possui registro válido na Ordem dos Advogados do Brasil.

A OAB informou que, apesar dele ter passado na prova de habilitação da Ordem, ele não está apto a exercer a profissão por não ter diploma. Martinez ainda é estudante no curso de Direito e ainda não colocou grau, exigência da Instituição. (Colaborou: Carol
PASCHOALON)

 

Da REPORTAGEM

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