Drones mapeiam 200 pontos de descarte ilegal de lixo e geram R$57 mi em multas

Com investimento mensal que varia entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão por mês, a prefeitura realiza coletas diárias, mutirões de limpeza com o objetivo de reduzir as ocorrências em aproximadamente 200 locais levantados pelas equipes da limpeza urbana onde ocorrem descartes irregulares

Tecnologia utilizada por equipes de fiscalização da Secretaria de Serviços Gerais de Rio Preto flagrou 23 veículos durante a prática irregular de descarte lixo.

O monitoramento por drone teve início no dia 2 de abril do ano passado e, até o momento, R$ 57.750 foram arrecadados com multas.

Segundo o secretário de Serviços Gerais, Ulisses Ramalho, após a intensificação na fiscalização vários pontos da cidade deixaram de ser alvos de descarte de lixo.

“Nós tínhamos diversos pontos viciados, ou seja, a equipe de limpeza ia até o local recolhia todo o lixo e em poucos dias, novamente, eram descartados mais lixo. Com essa fiscalização, o descarte irregular teve uma diminuição de 70%, no Solo Sagrado, no bairro Nova Esperança e na Mata da Macumba a diminuição foi mais expressiva ainda chegando a quase 100%”, ressaltou.

Com investimento mensal que varia entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão por mês, a prefeitura realiza coletas diárias, mutirões de limpeza com o objetivo de reduzir as ocorrências em aproximadamente 200 locais levantados pelas equipes da limpeza urbana onde ocorrem descartes irregulares.

O secretário ponderou que para este ano um novo levantamento está sendo elaborado para dar continuidade nas fiscalizações.

“Recebemos denúncias de outros locais, são novos pontos, então estamos levantando cada área e vamos continuar com as fiscalizações”, disse Ramalho.

A multa é de acordo com o volume de lixo descartado.

“O drone já mapeia o volume e a multa é aplicada de acordo com o tamanho da área que é informado pelo aparelho. Mais do que a fiscalização precisamos de conscientização da população. É preciso uma união entre todos, secretarias da Educação e do Meio Ambiente, igreja, imprensa juntos neste trabalho de orientação massiva, para mostrar que dói no bolso no caso da prática ilegal”, finalizou o secretário.

Por Mariane Dias

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