“Dória é tudo marketing”, diz Marta Suplicy durante visita em Rio Preto

senadora - Marta Suplicy em entrevista no aeroporto (acima) e nas secretarias (abaixo)

Durante visita em Rio Preto, ontem, a ex-petista e senadora pelo PMDB, Marta Suplicy criticou os cinco meses de gestão do prefeito João Dória (PSDB), em São Paulo. Questionada como ela, na condição de ex-prefeita da capital, avalia o governo do tucano, Marta foi enfática, “não da para avaliar ainda, por enquanto é só marketing.”

A senadora veio a Rio Preto ontem para participar do segundo Congresso regional do PMDB, em Bálsamo, às 8h30, mas por conta do atraso do voo em São Paulo, Marta chegou na cidade por volta de 12h. Durante a visita, a senadora encontrou o prefeito Edinho Araújo encontro nas secretarias dos Direitos e Políticas para Mulheres e de Cultura.

Durante conversa com jornalistas, Marta falou sobre a aprovação do casamento homoafetivo, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no último dia 3. De autoria da peemedebista, o projeto legaliza a união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

“Uma grande vitória, foram muitos anos, desde o primeiro projeto em 1995 que está parado na Câmara. Tenho certeza que agora será aprovado em plenário”, afirmou a senadora. “O mundo mudou. Em 1980 a gente falava que homossexualidade era doença e o mundo não é mais assim, as pessoas adquiriram direito”, completou.

Reforma Trabalhista

Apesar da pouca expectativa do próprio governo de aprovar a proposta no Senado neste primeiro semestre, a senadora foi positiva sobre a reforma que altera pontos das leis trabalhistas atuais. “Acho que vai ser aprovada porque o quórum que ela necessita não é difícil de ser obtido, ao mesmo tempo eu acredito que pode sim existir alguma mudança”, disse Marta.

Mudanças que a senadora destaca, “a questão do trabalho intermitente me parece que não está como deve estar, no Senado temos um projeto que é melhor que pode ser incorporado.”

PEC Previdência

Já sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Previdência, ainda em discussão na Câmara dos Deputados, Marta acredita também que também seja aprovada. “Talvez não passe no primeiro semestre, mas passa depois até o final do ano”, ressalta.

Apesar da afirmação, a senadora critica a questão da idade de 62 anos para as mulheres se aposentarem proposta pela reforma. “Por mais que se diga que a mulher vive mais, mas vive em situações muito mais desfavoráveis”, afirmou Marta ao mencionar dados que revelam que 91% das mulheres brasileiras (registradas) possuem dupla jornada, enquanto 53% dos homens trabalham em casa, além da diferença salarial entre mulheres e homens.
“Sem falar que nossa carreira é interrompida com a criação dos filhos, mais a informalidade e tudo mais, então falar que porque vive mais não é verdade. Muita coisa mudou para mulher, mas as desigualdades não diminuíram assim. Então isso deve ser fonte de discussão”, finalizou.

Lava Jato

Citada na lista do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, a senadora se defendeu das acusações e negou a questão da falta de moral e ética dos senadores e deputados envolvidos nas denúncias, os quais serão responsáveis pela aprovação das mudanças propostas por Temer. “Eles foram colocados lá pelo povo que os elegeram. Eles têm toda constitucionalidade para fazer as mudanças.”

Encontro Edinho

Já durante encontro com o prefeito, o assunto foi a reforma da Casa de Cultura de Rio Preto. Segundo informações da comunicação social do governo, Edinho pediu apoio à senadora para que a Secretaria de Cultura receba apoio financeiro para reformar o local. Segundo Edinho, a Casa de Cultura da cidade não recebe investimentos há oito anos e precisa de recursos extras para ser reformada-.

 

Por Francela Pinheiro

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