Coluna Fisioterapia: Dor nas costas pós exercícios físicos

A dor lombar, também conhecida como lombalgia, é uma dor localizada na parte mais baixa da coluna.

Sua intensidade dolorosa, vai depender da gravidade e do que ocasionou esse sintoma.

A dor lombar não é uma doença em si, mas um sintoma.

O pico da lombalgia é entre 40 e 60 anos de idade.

Quando é aguda, aparece repentinamente, na maioria das vezes, depois de uma esforço físico mais intenso.

Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP) revela que no Estados Unidos cerca de 100 milhões de cirurgias acontecem anualmente. Mais de 80% destes pacientes cirúrgicos relatam dor pós-operatória.

Mais de 70% dos atendimentos em serviços de emergência são devido à dor, sendo a dor de cabeça aguda responsável por 2,1 milhões dessas visitas.

Apesar dos avanços substanciais na investigação da dor, nas últimas décadas, o controle inadequado da dor aguda ainda é mais a regra do que a exceção.

Numerosos estudos mostram que menos da metade dos pacientes no pós-operatório receber alívio adequado da dor. E quando pensamos em dor crônica os dados mostram que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em média 30% da população global sofra com dores crônicas.

No Brasil, esse número equivale a 60 milhões de brasileiros. Considerando todos os aspectos que a dor afeta a qualidade de vida das pessoas, causando prejuízos em vários aspectos da vida, o conhecimento para adequado gerenciamento da dor se faz necessário.

Dor lombar pôs atividade física

A dor é a resposta do corpo para mostrar que na área existe algo irregular ou até o uso excessivo.

lombalgia tem diversos sintomas da sua presença, e o principal deles é a dor, que aparece em locais como a própria lombar, nas costas, próxima aos ossos do quadril e até nas pernas, passando para outras regiões dependendo de seu nível.

O corpo dos atletas, durante a prática esportiva, está com a musculatura intrínseca da coluna lombar e a musculatura abdominal fortalecida de forma suficiente para dividir as solicitações mecânicas geradas durante o exercício e, muitas vezes, sobre a coluna

Depois de encontrado o problema, o tratamento contra a lombalgia começa a ser iniciado. Existem vários processos diferentes na cura deste problema, sendo mais usado o método através de medicamentos, eletroterapia e RPG que irá restaurar a forma mecânica da região.

Depois do diagnóstico

* Nunca treine com dor e nunca tome analgésicos para treinar;

* Use a dor quando aparece para encontrar a causa dela;

* Use gelo por 20 minutos no local onde dói, pois é um excelente analgésico e anti-inflamatório natural;

* Sempre procure um profissional quando há dor.

Experiência no consultório

Por muito tempo eu e a fisioterapia ignoramos a dismetria de membros inferiores (uma perna menor do que a outra), inclusive a literatura científica não associa atletas, dor nas costas e dismetria, porém na prática do dia a dia, a melhora é visível e relatado pelo paciente quando anulamos a dismetria através de palmilha e o uso de kinesio tape, pós exercícios de RPG.

As indicações para uso da palmilha é diferença de uma perna para outra no mínimo 1,80 cm, porém na prática do consultório tenho notado que uma dismetria acima de 1,0 cm já é suficiente para que o atleta de alguma modalidade esportiva com impacto ou até mesmo quem caminha todos os dias, sinta dor na lombar, porém a algia (dor) sempre aparece no lado do membro inferior maior, e em alguns casos irradia pela perna, indicando que existe uma compressão na região lombo – sacra.

Sinais de que é a dismetria que causa dor quando após realizar a tração para descompressão o paciente alivia a dor e após andar para se locomover mais que 100m volte a doer.

Nesse caso associo RPG para tração, alívio de compressão osteo-muscular, infravermelho longo, uso kinesio tape para segurar a musculatura que serve como auxiliar ósseo-muscular e indico uso de palmilha.

Caso Clínico

Senhor João Silvério (nome fictício), 53 anos, atleta amador corre cerca de 10km 3 vezes por semana. Passou pelo médico ortopedista após realização de ressonância magnética chegou com diagnóstico de espondilolistese em L5,S1 para fisioterapia, relatando dor segundo Eva grau 10 em região baixa da coluna, pós 10 dias com anti-inflamatório não houve melhora, a dor iniciou pós corrida. Quando a dor saia das costas descia para quadril somente lado direito.

Conduta

Pós anamnese verifiquei discrepância de membros inferiores e desequilíbrio muscular através do teste de Thomas.

Este paciente ficou em eletroterapia com correção biomecânica em conjunto, tração da lombo-sacra contra lateral ao lado maior, liberação miofascial voltada para nervo ciático e piriforme, para segurar o alinhamento uso de kinesio tape que sustenta a musculatura.

Após este tratamento segundo escala analógica de dor, a Eva de 10 se resumiu a 0.
Enviado para o médico relatório de tratamento para avaliação e solicitação de exame de escanometria para saber precisamente a diferença de altura de um membro e outro e encaminhado para realização de palmilha de adequação postural através do exame de baropodometria.

Conclusão

Ele tinha uma listese provavelmente causado pela discrepância de membros e piorando o quadro pelo impacto da corrida. A conclusão mais importante é que a equipe multidisciplinar é fundamental para o resultado final do paciente. A fisioterapia inteligente precisa ser pensada e mostrar resultados mais e mais surpreendentes como este.

Por: Dra Silvia Batista
Fisioterapeuta e educadora física
@silviabatistafisiodancer
Email: [email protected]

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