Dois menores foram vítimas de estupro em Rio Preto

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), de janeiro até agosto deste ano foram registrados 70 casos. De julho a agosto as ocorrências diminuíram de 11 para quatro casos

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) vai investigar dois casos de estupro que aconteceram no último fim de semana em Rio Preto. As vítimas são uma adolescente de 13 anos e uma criança de quatro anos.

De acordo com a mãe da adolescente, na manhã do último sábado, eram 9h quando a filha disse que iria sair e logo voltaria. Porém, a menor e a mãe mal sabiam do que estava prestes a acontecer. Um passeio com o primo “de consideração” tornou-se momentos de tortura e agressão sexual. “Ela disse pra mim que iria sair. No momento eu até pensei que ela fosse na casa de uma amiga dela que mora na outra rua, porém, só soube onde ela tinha ido quando retornou pra casa aos prantos”, conta a mãe.

De acordo com a mãe, C.R.F., de 30 anos, a jovem se encontrou com o primo, A.R.I., de 24 anos, para irem até a casa de uma madrinha, os dois foram de ônibus. Ao passarem próximo a região do Jardim Paraíso, o rapaz desceu e pediu a menor que o acompanhasse. “Minha filha nunca tinha ido naquele lugar, então ela entrou em uma casa achando que fosse algo que o primo fosse resolver, mas na realidade ali foi onde ele abusou dela”, conta.

De acordo com C.R.F., o rapaz mandou mensagem em seu celular, com mensagens questionando onde estaria a adolescente. “Ele conversava sempre com minha filha, eles cresceram juntos, sempre se falavam, mas coisas normais. Na mensagem de celular ele perguntava ‘Ou cadê você?’ o que na realidade era para minha filha”, explica.

Após ter sido violentada a menor voltou para casa a pé, saiu de um motel no Jardim Paraíso e foi até o bairro Solo Sagrado. Em pânico com a situação, a jovem não quis contar de imediato o que havia acontecido. “Ela chegou chorando, demorou para falar, mas contou com detalhes o que o primo havia feito”, conta a mãe.

A.R.I. é casado e a esposa está grávida. De acordo com a mãe da adolescente, após o abuso o jovem faz ameaças frequentes aos familiares por meio da rede social. “Ele disse que ele vai preso por homicídio, mas por estupro não. Todos estão contra nós, o irmão dele também nos ameaça e até a mulher dele tem dito coisas deste tipo”, conta C.R.F.

Após a violência a família levou a jovem até o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto onde foi medicada. A adolescente não foi à escola com medo de ser atacada pelo agressor ou familiares que a ameaçam.

O outro caso que chocou a cidade foi o estupro de um criança de apenas quatro anos. A agressão aconteceu, na última quinta-feira, no Parque Estoril, região Sul da cidade.
De acordo com T.J.M., mãe da vítima, durante uma festa na casa de sua mãe seu padrasto foi visto em um quarto com a criança, que estava sem a calça e gritando para que o avô saísse do local.

Testemunhas perguntaram à criança sobre o que havia ocorrido e a vítima disse que M.C. havia pego em seu órgão genital. O agressor se defendeu e disse “Não posso nem relar nessa criança” e saiu do quarto em seguida.

De acordo com a mãe, a criança morava com os avós e após a agressão o filho teria dito a respeito de outros casos de abuso sofridos pelo avô. “Eu não sabia disso, ele morava na casa da minha mãe com meu padrasto. E na festa quem presenciou a cena foi minha ex-sogra e um casal. Mas além desta história, ele contou outros casos que deram a entender que ele teria sido abusado outras vezes”, conta.

No dia seguinte, os familiares questionaram a criança novamente sobre o ocorrido e foi dito que M.C. deitou na cama e teria colocado a vítima sobre seu corpo. “Hoje trouxe meu filho para morar comigo. O exame do Instituto Médico Legal (IML) foi feito, mas eu espero justiça ”, finaliza a mãe.

Em Rio Preto, os casos de estupro de vulnerável têm registrado variações a cada mês. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), de janeiro até agosto deste ano foram registrados 70 casos. De julho a agosto as ocorrências diminuíram de 11 para quatro casos.

Todas as ocorrências registradas nesta semana serão investigadas pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Ambos os suspeitos não foram presos.

Fonte: Mariane Dias – Jornal DHoje Interior 

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