Dois bebês da mesma creche estão afastados por suspeita de meningite

Foto Divulgação

Dois bebês, um de três e outro de quatro meses estão afastados das aulas da creche
Dr. Adelício Teodoro, no bairro Jardim Nunes, em Rio Preto, por apresentarem sintomas de meningite. Uma criança de 10 meses, que também frequentava a mesma escola, morreu com meningite em julho deste ano.

Das 230 crianças matriculadas na creche, apenas 80 compareceram às aulas nesta
quarta-feira (7). O tio de uma criança que frequenta a creche disse estar preocupado com a saúde da sobrinha.

“Há quatro meses morreu uma criança com a mesma doença. Agora mais duas estão
afastadas e a escola não está repassando essas informações. Minha mãe escutou a tia da creche passando a informação para um pai de aluno e, questionada, ela disse que só
está informando quem está sabendo. A tia disse ainda que a creche não vai se responsabilizar sobre pais que continuam mandando as crianças às aulas, mesmo já sabendo. O vírus está nas escolas. A escola tem que passar por uma limpeza geral. Estamos preocupados”, comentou.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, só em 2018, 78 casos de meningite foram confirmados em Rio Preto, sendo, entre eles, 62 virais e 12 bacterianos. Sete pessoas não resistiram e morreram vítimas da meningite.

De acordo com a Secretaria da Educação de Rio Preto, uma das crianças deixou de frequentar a creche na última quinta-feira (1), depois de apresentar os sintomas. Ele ficou internado mas já se recupera em casa.

A outra criança deixou de ir às aulas na terça-feira, (6), e ainda está internado e está se recuperando.

Ainda por meio de nota, a Secretaria de Educação informou que as escolas sempre
fazem a notificação de casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica e seguem as orientações recebidas. Dessa maneira, a direção da escola Adelício Teodoro
comunicou os casos suspeitos à supervisão da Educação e à Vigilância Epidemiológica,
seguindo todas as recomendações da Saúde e mantendo também o procedimento diário
de limpeza na unidade.

A Vigilância Epidemiológica, ao receber as notificações de meningites, orienta os serviços conforme o protocolo do Ministério da Saúde. Em casos de meningites,
inclusive as causadas por vírus, a orientação a qualquer serviço ou estabelecimento e/
ou escola é manter as medidas de higienização dos locais; para as escolas é orientado
seguir protocolos de higienização de ambientes (POPs de higienização). Não é recomendado suspender as aulas porque os vírus e as bactérias que causam meningites são transmitidos pessoa a pessoa e não pelo ambiente. Assim, o recomendado é que pessoas com suspeita de doenças transmissíveis fiquem em afastamento das atividades de trabalho ou estudo.

As medidas de prevenção incluem manter os ambientes arejados, evitar aglomerações
e divisão de objetos pessoais (toalhas, talheres, etc) evitar tocar nariz, olho e boca e se
alguma criança e/ou professor apresentar febre deve procurar atendimento médico o mais rápido.

A orientação aos pais ou responsáveis por crianças que frequentam escolas é procurar
atendimento médico no aparecimento de febre e/ou vômitos, diarreia, manchas pelo corpo e não levarem as crianças para escolas enquanto estiverem com sintomas para evitar a transmissão de doenças.

 

Por Thais COVRE

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