Doenças oftalmológicas têm aumento no inverno

Na última quinta-feira (21), começou o inverno brasileiro, e em Rio Preto a estação veio com baixa umidade, o que é um sinal de alerta para vários aspectos, inclusive à saúde. Como um dos órgãos mais importantes e sensíveis do corpo humano, os olhos precisam de atenção redobrada.

Segundo especialistas, no inverno existe aumento de casos de duas doenças oftalmológicas: a conjuntivite e os olhos secos, ambas têm sintomas bem parecidos. É bem comum, que pessoas confundam os sintomas, foi o que aconteceu com Fernanda Paiva.
“Meus olhos começaram a ficar irritados, e bem sensíveis a luz, achei que fosse conjuntivite, pois é algo comum, mas percebi que não tinha secreção nos meus olhos, então procurei um especialista, e descobri que era, Olho seco”, contou Paiva.

A diferença
Olho seco é a Diminuição da umidade natural dos olhos agravado pela atmosfera mais seca durante o período de inverno, outros fatores como idade e fatores hormonais também podem estar envolvidos. A conjuntivite é uma Infecção geralmente viral e, assim como a gripe altamente contagiosa.

Como diferenciar os sintomas
Os olhos secos trazem a sensação de areia nos olhos. A conjuntivite, também traz esses sintomas com olhos vermelhos, irritação e secreção ocular (olhos colando), que geralmente pioram progressivamente.

O tratamento
Para o olho seco, o tratamento a princípio é feito com colírios de lágrimas artificiais. Se não tratado adequadamente podem levar ao desenvolvimento de úlceras na córnea, perfurações oculares ou cicatrizes permanentes na visão.

A conjuntivite viral depende da intensidade do quadro e da possibilidade de uma infecção bacteriana adicional, um dos principais cuidados além do tratamento do paciente são os cuidados de higiene para evitar o contato de familiares. A conjuntivite mal tratada pode deixar cicatrizes permanentes na córnea levando a prejuízo da visão. Se os sintomas permanecerem por mais de 48 horas, deverão ser avaliado pelo oftalmologista.
O médico oftalmologista Marcelo Mendonça, diretor da Clínica Glaukos, dá algumas dicas para a prevenção dessas doenças.

“Procure utilizar colírios de lagrima artificial, quando exposto ao ambiente ou climas mais secos, higienizar as mãos e evitar contato direto destas com os olhos mesmo na ausência de pessoas contaminadas”, orienta.

Essas doenças têm aumento no inverno devido à umidade natural dos olhos, que tem menos durabilidade no frio, outro motivo no caso da conjuntivite é que as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados e menos ventilados, o que facilita a propagação do vírus. (Colaboração: Thais Lobato)

 

Da REDAÇÃO

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