Doe vida em vida: A pequena Bia necessita da sua ajuda

Ela é apenas uma criança, mas para muitos já é conhecida como a pequena Bia guerreira, que luta desde os cinco meses de vida contra a leucemia. Passados dois anos a pequenina seguiu fortemente na batalha contra a doença, chegou a ser diagnosticada como curada no último dia 12, mas poucos dias depois, durante o tratamento de manutenção a leucemia acabou voltando. Agora a família corre contra o tempo para que seja encontrado um doador compatível de medula óssea para a criança. A estimativa de se encontrar um doador compatível no Brasil é de uma a cada 100 mil pessoas.

Como é comum a uma criança de dois anos e cinco meses, durante o último sábado (25), Beatriz Migliari de Lima Nascimento, brincou bastante em um pula-pula com os outros dois irmãos, Tainá de 9 anos e Gabriel de 8 anos. À noite, ela começou a se queixar de dores nas pernas o que fez o pai, Thiago Valério, acreditar que seria devido à tarde intensa de brincadeiras e levou a menina até o Hospital da Criança e Maternidade. “Depois do banho ela começou mancar e achamos que ela estava sentindo dor na perna por causa do pula-pula e trouxemos ela no HCM. Fizeram um exame de sangue e descobriu que os leucócitos estavam muito altos, sinal de que a doença tinha voltado. Desde então ela foi para a UTI para tentar baixar essa taxa e voltou com a quimio de remissão para receber o transplante”, disse o pai, que é socorrista do Samu.

O pai afirma que a Bia já está inscrita no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que possui mais de quatro milhões de doadores cadastrados, o que faz dele o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo. O REDOME reúne todos os dados dos voluntários à doação para pacientes que não possuem um doador na família. A chance de se identificar um doador compatível, no Brasil, na fase preliminar da busca é de até 88%, e ao final do processo, 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado. “Quem entra hoje, até fazer os exames e testes de compatibilidade tem um leque de até 90 dias para ver se encontra um doador compatível”, explicou Valério.

No momento a família faz campanhas em redes sociais numa forma de tentar encontrar mais rápido o doador que poderá salvar a vida da pequena Bia. Quem quiser ajudar e decidir ser um doador de medula óssea, basta ir até o hemocentro, onde será coletado apenas 4 ml de sangue. “A Bia precisa de um remédio que eu não consigo comprar, não compro na farmácia, não compro no supermercado e não consigo tirar de mim. Eu preciso achar alguém que seja um anjo salvador para ela”, comentou de forma emocionada o pai.

O Hemocentro de Rio Preto funciona das 7h às 13h todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados. O endereço é Avenida Jamil Feres Kfouri, 80 – Jardim Panorama. “Eu queria que quem estivesse lendo, que fosse até o hemocentro mais próximo e fizesse esse cadastro no banco de medula. Não só a Bia, mas inúmeras pessoas precisam dessa doação para sobreviver”, concluiu Valério.

Por Priscila CARVALHO

SEM COMENTÁRIOS