Distúrbios do sono afetam grande parte da população mundial

Dentista Sidnei Goldmann, explica sobre os distúrbios e ressalta que as crianças também podem apresentar problemas como bruxismo, que é um ranger ou forte apertar dos dentes

Segundo a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam; acima dos 60 anos, esse índice sobe para 60% e 40% respectivamente. A apnéia do sono se manifesta a partir da idade adulta, sendo dos 25 aos 60 anos a faixa etária de maior incidência, e é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite.

Cerca de 45% da população mundial sofre com distúrbios do sono, entre os mais comuns estão apneia e ronco, que atinge 24% dos brasileiros e que são queixas cada vez mais frequentes nos consultórios de dentistas, que também podem ajudar nessa situação. Segundo a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam; acima dos 60 anos, esse índice sobe para 60% e 40% respectivamente.

Mas não são só os mais velhos que sofrem com problemas relacionados ao sono, de acordo com o dentista Sidnei Goldmann, as crianças também podem apresentar problemas como bruxismo, que é um ranger ou forte apertar dos dentes, que podem ficar doloridos ou soltos e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. “Quase 70% da população adulta sofre com bruxismo e isso pode acometer até mesmo as crianças. O estresse pode ser um dos fatores causadores e o ideal é tentar relaxar antes de dormir”, explicou.

A apnéia do sono se manifesta a partir da idade adulta, sendo dos 25 aos 60 anos a faixa etária de maior incidência, e é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela aproximação dos tecidos da garganta, fechando a passagem do ar e impedindo a respiração por alguns segundos, várias vezes por noite. “Com o problema, a pessoa pode acordar cerca de 300 vezes durante a noite, o que faz com que no dia seguinte acorde cansada, irritada, o desempenho cai e pode também apresentar envelhecimento precoce”.

Já o ronco que tem maior incidência dos 35 aos 80 anos, é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa e prejudica muito mais do que as pessoas imaginam, sendo até mesmo um dos maiores causadores de separações no mundo. O ronco interfere no descanso do organismo, nos relacionamentos e pode levar até a problemas cardíacos, como pressão alta e infarto do miocárdio. “O problema é mais frequente no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa”, disse Goldmann.

Segundo o dentista alguns fatores colaboram para o surgimento do ronco e apneia, como: sobrepeso, sedentarismo, estresse, consumo de bebidas alcóolicas e até mesmo o mal posicionamento dos dentes. “Recebo diversos pacientes que não percebem que roncam ou que têm apneia, mas que recebem queixas dos parceiros e só por isso resolvem procurar um dentista. Chegando ao consultório, é possível fazer a avaliação dos sintomas e amenizá-los com alguns tratamentos, como as placas de sono que têm tido ótimos resultados entre os pacientes pela facilidade de adaptação e eficácia”, concluiu o dentista.

 

Por Priscila Carvalho

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS