Dise realiza operação e prende família integrante de quadrilha

Policiais civis de Rio Preto prenderam, temporariamente, quatro integrantes de uma quadrilha responsável, segundo a polícia, por ser uma das maiores organizações de traficantes no varejo da cidade.

São eles: dois irmão, um casal e uma idosa. As prisões ocorreram durante uma operação realizada nesta sexta-feira (25) pela Dise (Divisão de Investigação Sobre Entorpecente), pertencentes a Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais).

Dhoje Interior

Os traficantes movimentavam às vezes milhares de porções de entorpecentes por dia, num esquema de trabalho organizado, funcionando em dois turnos no bairro João Paulo II.

A investigação teve início há alguns meses e, no dia 22 de julho, a Dise prendeu W.C.B., de 23 anos, líder da quadrilha, além de dois comparsas do esquema. Na ocasião, eles foram flagrados manipulando três tijolos de cocaína e mais de 1.8 mil porções da mesma droga. A venda do entorpecente ocorria, conforme a investigação, no extremo sul da cidade, região oposta do bairro em que a quadrilha estava sediada. Outros dois homens também foram preso em outras datas.

De acordo com a Dise, os chefes do tráfico não participam da venda direta de drogas, recrutando, para exercer essa atividade, gerentes e outras funções. “Muitas vezes, os membros hierarquicamente abaixo da quadrilha são presos e o líder foge, pois têm capital acumulado para mudar de vida”, afirmou o delegado Lincoln Marques de Oliveira, titular da Dise.

Após a prisão do líder e de uma das gerentes do tráfico, em julho, os policiais identificaram uma família que integrava a quadrinha. As investigações apontaram que três gerações, sendo irmãos, esposa, pai e avó participavam, ativamente, e com divisão de tarefas no comando do ponto de tráfico, totalizando seis parentes, além de agregados que não tinha vínculo parentesco.

Até o momento, 12 pessoas foram identificadas. As investigações prosseguem e a Polícia Civil tenta localizar três pessoas, consideradas foragidas, para cumprir suas prisões.

O delegado Lincoln explica a dificuldade em prender os grandes traficantes. “Ocorre que as polícias civil, militar e a Guarda Municipal apreendiam naquele bairro os chamados “lagartos”, geralmente, adolescentes a serviço do tráfico, que vendiam as porções para os usuários. Eles comercializam pequenas quantidades de droga e têm conhecimento que o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) é benéfico quando são apanhados em flagrante. Quando um deles era apreendido rapidamente a organização repunha a mão-de-obra”.

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior

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