Diretório do PT de Rio Preto afirma que condenação é o “golpe completo”

"Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara. Só quem tem o direito de decretar meu fim é o povo brasileiro" - Diz Ex-presidente Lula durante primeiro pronunciamento

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o primeiro pronunciamento, na tarde de ontem, a respeito da decisão do juiz Sergio Moro, em condená-lo a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A presidente nacional do PT, Gleissi Hoffmon, afirmou que a sentença do juiz precisa de provas. “Nosso entendimento esta sentença é absolutamente política e carece de provas.”
“Nós queremos dizer ao Partido dos Trabalhadores, partidos que estão prestando solidariedade e os movimentos sociais, que não vamos abaixar a cabeça, nós vamos enfrentar este momento”, concluiu.

O ex-presidente Lula informou que não é o fim de sua carreira política e quer indicação do PT para disputar a presidência em 2018. ”Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara. Só quem tem o direito de decretar meu fim é o povo brasileiro.”

Durante a coletiva de imprensa, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que foi definido o primeiro ato em solidariedade do ex-presidente Lula. A manifestação será dia 20 de julho em todas as capitais do Brasil, com o tema “Eleição sem o presidente Lula é fraude”. O presidente da CUT afirma que este ato será em respeito a democracia e em defesa do país.

O presidente do diretório do PT de Rio Preto, Carlos Henrique de Oliveira, disse que o objetivo da decisão é o golpe completo. “O golpe começou com a retira da ex-presidente Dilma, legitimamente eleita. Após a saída da presidente os diretos dos trabalhadores foram abalados e agora o próximo passo é impedir a eleição de Lula em 2018”, concluiu.

Condenação
Na última quarta-feira, Lula, de 71 anos, foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP). O petista também foi proibido de assumir qualquer cargo público por 19 anos. É a primeira vez na história que um ex-presidente é condenado por crime comum no País. Na sentença, Moro considerou que existem provas de que a construtora OAS pagou cerca de R$ 2,2 milhões em propinas para por meio do triplex, que foi confiscado pelo magistrado. Fonte: Conteúdo Estadão

 

Da Redação

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