Diminui o número de mulheres em cargos de liderança

Segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa (IBGE) apenas 37,8% das altas posições em locais de trabalho são ocupadas por mulheres. Cultura de desigualdade de gênero ainda coloca em cheque capacidade feminina para chefia. .

O número de mulheres em cargos de liderança caiu cerca de 5% no Brasil, em 2016. Segundo dados do IBGE, apenas 37,8% ocupam chefias. Há cinco anos, número era de 39,5%.

O baixo número é um reflexo do modelo de desigualdade de gênero vivido em nossa sociedade. Abaixo trazemos duas histórias que mostram que as altas posições profissionais são sim “coisa de mulher”.

Drª Suzana Lobo
Garra, estudo, competência e resiliência. É dessa maneira que a Drª Suzana Lobo comanda, há 20 anos, a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base de Rio Preto, uma das maiores do país. A médica também é a diretora adjunta de Pesquisa da Famerp (Faculdade de Medicina).

“Não é algo considerado natural ainda, uma mulher num cargo alto e comandando vários homens. Embora, hoje, as mulheres estejam cada vez mais inseridas na área, a presença masculina é bem maior. Há 20 anos, acho que eles estavam em 90% dos postos”, afirma.
Suzana considera que obteve sorte por sempre existir respeito dos subordinados. “O trabalho na terapia intensiva é completamente em equipe. Nunca tive problemas. Mostro o meu potencial e capacidade para ocupar o lugar que estou. Por isso permaneço há tantos anos”, comenta.

Ana Paula Casseb
Empresária, Ana Paula Casseb comanda com muita sensibilidade três empresas de diferentes segmentos. Atualmente ela administra a faculdade Unorp, a Direcione – voltada para o desenvolvimento humano – e, no mundo da moda, a Dress 4You.
“Não acredito que sexo defina capacidade. Independente do seu gênero, o seu preparo te faz um bom profissional ou não”, coloca.

Ana Paula acredita que habilidades podem ser desenvolvidas. “Aquele papo de que homem é mais prático e mulher mais sensível, pode até ser real. Porém, se aprende a administrar de ambas as formas. Trabalho em segmentos que me pedem a sensibilidade. Isso talvez me ajude”, conclui.

 

Por Marina LACERDA

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