Diabéticos rio-pretenses sofrem com atraso na entrega de insumos

Pacientes com diabetes que dependem de insumos para bomba de insulina fornecidos pela farmácia de alto custo de Rio Preto enfrentam há mais de quatro meses dificuldades para retirar os produtos. A distribuição de insulina, cateter, sensor, reservatório e sistema de
monitoramento estão em falta na rede e não há previsão para que o serviço seja normalizado.

A falta do uso diário dos remédios pode aumentar o risco dos pacientes diabéticos, que
são obrigados a comprar os medicamentos. De acordo Taiama Terra Beisahatt Anderson Nery, 30 anos, as falhas na reposição dos insumos é constante. “Todos os anos precisamos nos unir, realizar algum tipo de manifestação para conseguir o que deveria ser entregue mensalmente e sem atrasos.

Dhoje Interior

Em março do ano passado, enfrentamos o mesmo problema e, após nos reunirmos, o serviço foi normalizado por dois meses, mas depois voltamos a estaca zero, com falta de outros produtos”, relata a paciente que faz uso da bomba de insulina desde o ano de 2014.

Por conta do desabastecimento, um grupo de pacientes que precisa dos medicamentos deve se reunir hoje, dia 12, para uma manifestação em frente ao prédio onde os produtos são entregues, no bairro Distrito Industrial. A bomba de insulina, usada por pacientes portadores de diabetes é um pequeno dispositivo eletrônico que libera pequenas quantidades de insulina durante o dia, conforme as necessidades da pessoa.

No equipamento existe um reservatório de insulina ligado a um fio com uma agulha ou
cânula que é inserida debaixo da pele, na região da barriga. É através deste sistema que
é liberada, para o organismo, a quantidade de insulina necessária. A bomba funciona sem parar, de acordo com um plano único dirigido a cada utilizador.

É uma alternativa que o médico pode considerar adequada, caso o paciente cumpra determinados critérios. Seja qual for o caso, a diabetes é uma doença que, embora sem cura, pode ser gerida da forma mais adequada, sendo essencial adotar um estilo de vida saudável e cumprir, rigorosamente, a terapêutica receitada pelo médico.

De acordo com Taiama, o custo com os insumos gira em torno de R$ 3 mil por mês e muitos pacientes conseguem manter o tratamento dividindo o pouco que possuem em estoque. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado disse que o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto já realizou a compra dos insumos para os pacientes, porém houve atraso por parte do fornecedor, a empresa Medtronic, que está sendo cobrada para agilizar a entrega.

Todos os pacientes serão avisados tão logo haja disponibilidade dos itens e insumos. O documento terminou dizendo que o SUS disponibiliza o tratamento para diabetes nos postos de saúde das prefeituras, por meio da distribuição de insulinas NPH ou Regular e de insumos básicos complementares. Todos os itens são padronizados pelo Ministério da Saúde.

 

Por Jaqueline BARROS