Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infantil é celebrado nesta sexta-feira

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil foi instituído no dia 18 de maio, através de uma lei aprovada em 2000, e é celebrado anualmente, com diversas instituições realizando ações sobre o tema. A data foi escolhida após um crime bárbaro ter chocado o Brasil em 1973. Na ocasião, Araceli Cabrera Sanches, uma menina de 8 anos, foi drogada, espancada, estuprada e assassinada em Vitória (ES). Apesar da grande repercussão na mídia, os criminosos saíram impunes.

Segundo Marcus Vinicius Gabriel, psicólogo e professor na Unorp, o primeiro sinal de um possível abuso é a mudança de comportamento da vítima. ”Se a criança era expansiva, ela passa a ficar um pouco mais calada. Se ela era calada, ela passa a ficar mais eufórica. O que vai acontecer é uma inversão de comportamento”, explica. O psicólogo ainda afirma que o abusador exerce uma dominância sobre a vítima, fazendo com que ela tenha medo de falar sobre o crime.

Dhoje Interior

“A violência sexual afeta quatro componentes fundamentais para o ser humano manter o equilíbrio: autoestima, autoconfiança, autoafirmação e autonomia. Ela vai ter dificuldade de se aceitar e se o abusador for próximo a vítima (pai, irmão, primo, etc) as consequências são ainda piores”, afirma. Apesar disso, o psicólogo diz que é possível recuperar os quatro componentes através da terapia, desde que não haja resistência por parte do paciente.
A SSP-SP (Secretária de Segurança Pública de São Paulo) não possui dados específicos sobre as ocorrências de abusos sexuais infantis. Os dados são classificados como estupro de vulnerável, que envolve deficientes intelectuais e qualquer outra pessoa incapaz de se defender. Em 2017, foram 114 casos de estupro de vulneráveis e até o mês de março deste ano já foram 35 ocorrências.

O Juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, comentou sobre a ação da Justiça nesses casos. “A Vara da Infância não julga adultos, mas damos total proteção para essas crianças. Quando os pais são responsáveis pelo crime, retiramos a guarda e incluímos os jovens em um programa de acolhimento”, afirmou o juiz. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

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