Dia Mundial do Diabetes alerta sobre os riscos da doença

Hoje é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, que serve como um alerta a população já que segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF) aproximadamente 415 milhões de pessoas pelo mundo sejam diabéticas, sendo que desse número 14,3 milhões são brasileiras, de acordo com o último levantamento feito em 2015. Somente em Rio Preto, de acordo com a Secretaria de Saúde do município, de janeiro a outubro deste ano, 14.833 pessoas foram diagnosticadas com um dos tipos de diabetes. Já no mesmo período de 2016, outros 13.959 pacientes confirmaram ter a patologia, houve um aumento de 6,26% nos casos. De acordo com a IDF, para 2040 há estimativa de que 642 milhões de pessoas pelo mundo tenham diabetes, sendo 23,3 milhões só no Brasil.

A diabetes é uma doença crônica caracterizada pela elevação da glicose no sangue, conhecida como hiperglicemia, que ocorre devido a problemas na secreção ou ação da insulina, hormônio que é produzido no pâncreas e é o responsável por promover a entrada de glicose para as células do organismo. Segundo a endocrinologista e docente da Faceres, Francine Sivieri, a diabetes acontece por dois principais motivos. “A primeira é a falta da secreção de insulina, que é o diabetes mellitus tipo 1, que acontece normalmente na infância e adolescência. O outro tipo de diabetes, que é mais comum, é o diabetes mellitus tipo 2, responsável por até 90% dos casos de diabetes que a gente tem no Brasil. Ele é uma combinação de dois fatores: a falta parcial de insulina, que pode evoluir para a total, associada a uma resistência a ação desse hormônio, que não é produzido e não trabalha de forma adequada, sobrando glicose no sangue”, explicou.

De acordo com o levantamento da IDF em 2015, cerca de 30.900 crianças desenvolveram a diabetes tipo 1 no Brasil, tornando o país o terceiro no ranking com mais casos de doenças em crianças, atrás apenas dos EUA e da Índia. A médica relata que a doença ainda pode desencadear complicações que se não tratadas podem levar o paciente a óbito, sendo que em 2016 foram registrados 5.581 óbitos em decorrência da doença no país. “As principais complicações e o que leva o paciente a morte são as complicações macrovasculares, que é o coração e o sistema nervoso central, levando ao AVC e o enfarto. É isso que mata o paciente diabético tipo 2. Além disso tem as complicações microvasculares, que é quando pega olho/retina (sendo a principal causa de cegueira adquirida atualmente) e rim, que leva a insuficiência renal crônica, além das complicações nervosas que podem levar ao pé diabético”, disse Sivieri.

Para pacientes com o tipo 1 da doença, a forma de tratamento é a insulina, aliada a uma dieta saudável. Para o tipo 2 é importante a dieta adequada, atividade física regular e o uso de medicamentos. A endocrinologista ressalta que nos últimos 12 anos houve um grande avanço com relação aos medicamentos utilizados para o tratamento da doença. Mas alguns fatores de risco como obesidade, sedentarismo e aumento da circunferência abdominal colaboram para o surgimento do diabetes, que afeta mais as mulheres.

Diagnosticada há cerca de cinco anos, a aposentada Solange Pontes descobriu ter o tipo dois do diabetes. Atualmente ela afirma conviver de forma tranquila com a doença, mas para isso precisou mudar alguns hábitos da rotina. “Eu me sinto e estou muito bem.

Antes eu era sedentária e não fazia exercício nenhum, agora eu faço pelo menos de 3 a 5 dias uma esteira ou caminhada, faço pilates, evito doces e controlo alimentação. Hoje eu sei controlar e convivo bem com o diabetes”, concluiu.

 

Por Priscila Carvalho

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