Dia da Consciência Negra não será mais feriado em Rio Preto

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O prefeito em exercício, Eleuses Paiva, assinou na manhã de quarta-feira, (31), o veto ao item IV que considera feriado o dia 20 de novembro, ao projeto de lei da vereadora Márcia Caldas(PPS) que unifica os feriados da cidade.

A decisão foi tomada nesta semana após duas reuniões entre o secretário de Governo Jair Moretti, com lideranças da comunidade negra, vereadores, representantes de sindicatos, da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto) para tratar o tema.

Dhoje Interior

Também ficou decidido entre os representantes da comunidade negra, os vereadores, os representantes das associações comerciais que será apresentado à Câmara a Semana da Consciência Negra, com atividades em diversas secretarias, para incentivar ações formativas e de saúde para a comunidade.

De acordo com a vereadora Márcia Caldas (PPS) a conclusão não era esperada. “Não era uma decisão que a gente esperava. Nós tivemos durante três ou quatro anos este feriado de exclusão, ou seja, para outras repartições menos para o comércio. A gente viu que há muito tempo era uma coisa que não estava correta. Já estávamos estudando o que poderia ser feito e surgiu essa possibilidade de unificar todos os feriados, com a unificação de todos os feriados seria feirado para todos”, explicou a vereadora.

A vereadora ponderou também que, “Se o feriado é para todos, a lei é para todos, o comércio a gente negocia, nunca deixamos de liberar o horário para o comércio quando é interessante. Quando é um feriado de movimento a gente negocia, só que você tem que pagar por aquele dia. A pessoa é trabalhadora, se é trabalhado em um dia que não é dentro da sua carga horária que é um feriado você é pago por isso e da forma como está era um dia normal, das 8h20 às 18h sem pagamento extra. Então o projeto é que o feriado fosse para todos”, finalizou.

Nas ruas
“Ou é feriado para todos ou para ninguém, não existe meio feriado. Não há sentido ser feriado para o restante das categorias e para o comerciário não”, afirmou Valdecir Marques de Oliveira, comerciante.

A notícia ara alguns foi positiva por ter mais oportunidade de trabalho. “Eu trabalho com o comércio, ou seja, dependo das vendas. Para mim é viável que o comércio esteja aberto. Para mim é positivo ser mais um dia útil para ser contado no mês”, disse Geovane Oliveira, padeiro.

“Eu acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra. A comemoração do dia, não é um desrespeito o comércio abrir, porque um dia com o comércio fechado dá uma diferença. Deve-se comemorar respeitar, mas o comércio deve ser aberto. Sou a favor do veto e que o dia seja de trabalho”, concluiu Antônio Rezende, motorista.

 

Por: Mariane DIAS