DHoje Autos: Veículos usados impulsionam setor de financiamento no país

EMPRESÁRIO - Gilson Mateus, afirma que essa alta também foi registrada em Rio Preto

Devido às facilidades de financiamento, parcelamento e o custo benefício, os consumidores têm preferido comprar veículos usados e seminovos a carros zero quilômetro. De acordo com pesquisa realizada pela B3, empresa que opera o Sistema Nacional de Gravames, os carros usados são os mais financiados no país. Durante o mês de outubro, os carros que possuem de 4 a 8 anos de uso, estão entre os que mais apareceram nos pedidos de financiamento do mês dez, respondendo por 82% dos financiamentos.

Com relação ao mesmo período do ano passado, o aumento registrado foi de 20,3%, sendo financiados em outubro 450.237 carros, motos e caminhões. Desde 2010 este foi o maior percentual de crescimento mensal registrado. Do total de financiamentos no Brasil, 71,6% eram veículos usados. “Isso nos mostra um cenário positivo de crescimento. Retomada de mercado e de poder de compra. Este ano deverá ser o primeiro ano de alta depois de cinco quedas consecutivas”, explicou a economista Carla Sarni.

De acordo com o empresário que atua no ramo de veículos usados e seminovos, Gilson Mateus, as taxas baixas têm sido o atrativo nesse setor, o que fomentou o crescimento. “Os bancos entenderam que os veículos seminovos têm uma fatia crescente de mercado e estão explorando isso, dando condições, prazos e taxas melhores do que tinha no ano passado”. O empresário ainda destacou o dado da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que em relação ao ano passado, o financiamento dos veículos fabricados entre os anos de 2012 à 2015, aumentou de 30 a 35%.

No acumulado de 2017, os financiamentos de carros estão 12,3% acima do nível de 2016, com alta de 5,8% para novos e 14,9% para usados. ”A faixa dos veículos mais procurados pelos clientes variam dos 20 mil até 30 mil reais. Eles querem carros completos, flex, com ar condicionado e direção hidráulica. As taxas e as condições estão muito parecidas com o zero”, comentou o empresário.

A corretora Simone Santos trocou o veículo que tinha ano 2013, por um veículo usado do ano 2011, no início do mês passado. O valor menor nas parcelas e a redução nos gastos com IPVA e seguro foi o que pesou na hora da decisão. “As contas acabaram pensando no orçamento. Consegui um financiamento com uma taxa parecida ao que já pagava antes e valor menor nas parcelas, sendo um terço mais barato. Fiz uma boa troca e não me arrependo”, concluiu.

 

Por Priscila Carvalho

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