Dezembro foi o mês mais chuvoso em Rio Preto no ano de 2019

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Temperaturas altas, fortes chuvas e possibilidade de temporais são algumas características do verão neste ano e, consequentemente, do dia-a-dia do rio-pretense. Só na semana passada, foram registrados 70 milímetros de chuva na cidade.

Dezembro foi o mês com maior fluxo de chuva em Rio Preto. De acordo com dados da Defesa Civil, o acumulado de precipitações chegou em 300 milímetros. No mesmo período de 2018, foram 226 milímetros. Mesmo assim, 2019 fechou com 11% a menos de chuva do que no ano anterior, sendo 1.110 milímetros contra 1.240 milímetros.

Dhoje Interior

Com o tempo mudando a todo o momento, os moradores precisam ficar atentos e se proteger de eventuais tempestades, já que esse clima deve permanecer até o final de fevereiro.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel Carlos Lamin, o próprio morador, seja pedestre ou motorista, pode evitar um acidente em meio à chuva. Neste período, o volume de água é alto, ocasionando enxurradas e pontos de alagamento na cidade, principalmente nas três principais avenidas: Alberto Andaló, Bady Bassitt e Murchid Homsi.
“Isso ocorre porque os bueiros e canais de contenção ficam sobrecarregados, por isso em uma situação desse tipo é importante que motociclistas e motoristas de veículos não atravessem o trecho alagado, já que a água dificulta a visão e não sabemos o que pode ter no solo, evitando um acidente de trânsito”, explicou Lamin.

Outra característica deste período são os raios. Para o coordenador de Defesa Civil, pessoas que trabalham na área rural ou em ambientes abertos estão mais propensas a serem vítimas desse fenômeno.

“É importante que as pessoas procurem abrigo em uma edificação, evitando ficar próximo a árvores, que podem colocar em risco a vida desse cidadão. Quem pratica esporte em campo ou piscina também precisa ficar atento e sair dessas áreas quando perceber o surgimento de raios”, disse o coronel.
As árvores são outro fator que merece a atenção no verão, já que as fortes rajadas de vento podem quebrar galhos grandes e até arrancar algumas árvores pela raiz.

O coronel da Defesa Civil também aconselhou as pessoas a ficarem atentas em relação às condições dos imóveis após uma tempestade.

“Como estamos em um período com bastante registro de chuva, o solo fica úmido e qualquer falha na edificação pode causar rachaduras e comprometer a estrutura do prédio, podendo até desabar”, salientou.

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o verão em todo o Estado de São Paulo está sendo mais chuvoso por dois motivos: a passagem de frentes frias mais frequentes e episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul, que é uma faixa de nebulosidade entre o Centro-Oeste e Sudeste que canaliza a umidade vinda da Amazônia, fazendo com que ocorram chuvas de média intensidade por vários dias seguidos.
O Noroeste Paulista vem seguindo essa tendência, registrando temperaturas na casa dos 30 graus, porém, com possibilidade de pancadas de chuva a qualquer hora do dia. O tempo deve permanecer assim até o fim de semana.

 

Por Vinicius LOPES