Deputado Geninho e prefeitos da região discutem destinação de resíduos

Evento discutiu consórcios públicos, resíduos e saneamento

O deputado federal, Geninho Zuliani, do DEM/SP e representantes da gestão pública da região se reuniram na manhã desta sexta-feira (29), para a primeira edição do Seminário InterCidades ‘Resíduos Sólidos e Saneamento Básico’. O evento foi realizado pela UVESP em parceria com a AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense e Frente Parlamentar Mista de Resíduos Sólidos, no auditório do Ciesp, em Rio Preto.

O seminário abordou a gestão tratamento dos resíduos sólidos, consórcios públicos, saneamento básico e soluções viáveis. “Temos que fazer a adequação na maneira de tratar os resíduos, fazendo o aproveitamento máximo do que for possível, dentro da coleta seletiva, da logística reversa, fazendo ação social para poder integrar todo mundo”, explicou Ivan de Oliveira Melo, comitê de integração de resíduos sólidos.

Durante o evento, Geninho reforçou a importância da destinação dos resíduos. “O tema de resíduos sólidos tem sido um problema para os prefeitos, para os gestores municipais, em dar o destino final para esse lixo. Alguns municípios têm taxa de lixo prevista outros não, alguns têm financiamento outros não têm. Trouxemos especialistas que falam sobre as parcerias públicos e privadas que existem. Tenho compromisso pela população em trazer soluções para as prefeituras de pequeno porte e médio porte tanto no resíduos, quanto no saneamento básico”, afirmou o parlamentar.

Geninho, que é o relator do projeto de lei que atualiza o marco legal do saneamento básico, comentou com o Dhoje sobre o projeto polêmico que, segundo ele, ainda tem muita resistência.

“O meu projeto não obriga ninguém a privatizar. O Brasil tem mais de cinco mil municípios, 1, 5 mil são autarquias municipais que não precisam ser privatizadas, muitas, principalmente, do estado Sudeste que já estão com mais de 90% de universalização podemos chamar de bons contratos”, argumentou.

A proposta foi aprovada, em outubro deste ano, pela comissão especial da Câmara. O texto dá espaço para a iniciativa privada atuar com mais força na exploração dos serviços de saneamento como o abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana e reciclagem de lixo que, atualmente, tem a participação de, somente, 6%.

O deputado ponderou ainda que “a gente está destacando nos relatórios os contratos ruins, principalmente, na região Norte e Nordeste do Brasil onde existem alguns estados com 3% de saneamento básico. Então eu pergunto para essas pessoas que são contra a entrada de capital privado, onde iríamos arrumar R$ 600 bilhões com o Brasil quase falido e, o mais importante, hoje, tem 15 crianças que morrem por dia com doenças pela falta de saneamento, eu acho que as pessoas deviam se preocupar com isso”.

Por Mariane DIAS

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS