Dengue tipo 2 avança e epidemia pode chegar a 20 mil casos

Foto Divulgação

“Rio Preto terá epidemia de dengue. Ainda não sabemos o tamanho, mas trabalhamos
com a possibilidade de repetirmos 2013, com mais de 20 mil casos”. Com essa declaração
o secretário de Saúde, Aldenis Borim, enfatizou nesta terça-feira, na Câmara local, o
quadro a ser enfrentado nos próximos meses no município.

O número assusta, mas segundo o titular da Pasta, o que mais preocupa é o tipo da doença. “A dengue tipo 2 é a mais virulenta e aquele que já teve a doença, de outro
tipo, não está imune a ela e por isso pode ter dengue mais agressiva”, salienta.

Com 1.320 casos notificados e 386 confirmados em janeiro deste ano, a dengue avança na cidade, conforme o secretário. “No primeiro mês do ano passado tivemos 18 casos confirmados”, observa.

De acordo com ele, o mapeamento da evolução da doença começou a sair da curva em agosto de 2018. “Acompanhando o que estava acontecendo no resto do país, percebemos que a situação poderia se agravar e em setembro montamos o Comitê da Dengue, formado por 12 pessoas, cada uma delas com uma função diferente, e começamos a preparar um
projeto para um possível surto”, destaca.

A ofensiva contra o Aedes aegypti tem várias frentes, segundo o secretário. “Não se
pode deixar para comprar insumos na hora que vem o surto, por isso nos antecipamos e
fizemos as aquisições necessárias. Dividimos as ações por áreas, como conscientização
da população; monitoramento de prédios públicos e limpeza urbana; capacitação de médicos e enfermeiros, tanto da rede municipal quanto privada; criamos brigadas antidengue e buscamos apoio junto a Secretaria de Serviços Gerais para limpar piscinões”, exemplifica.

Conforme Borim, também foram firmadas parcerias com entidades civis para ampliar a
mobilização contra os criadouros do mosquito.

ESTRATÉGIAS
Para garantir o atendimento e agilizar o diagnóstico, o secretário declarou que serão
instalados dois centros de tratamento da dengue, com capacidade entre 120 e 150 leitos exclusivos para pacientes da doença.

“As UPAs vivem no seu limite e quando vier o surto vai ter desassistência. Nossa estratégia é para esvaziar os leitos e deixar a demanda espontânea para UPA e UBS e o doente que precisa de hidratação prolongada encaminhar para esse centro”, avalia.

Na opinião do secretário, a dengue não é difícil de ser tratada ou diagnosticada, mas
quando há demora em diagnosticar e fazer o tratamento aí se torna muito perigosa.
“Teremos três centrais de exames para a doença, na UPA Norte, UPA Tangará e Santa
Casa. Estamos contratando seis motoqueiros para levar e trazer exames. A meta é
que em uma hora o resultado esteja nas mãos do médico”, finaliza.

 

Por Daniele JAMMAL

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