Demonizada por 20 anos, pochete está de volta para o carnaval

Ela foi hit nos anos 1990, sumiu após ser considerada brega e ressuscitou de vez neste carnaval: a pochete está de volta. E já virou febre entre fãs de blocos de rua em todo o País. Repaginado, com design mais moderno e divertido, o acessório ganhou cores e Glitter.

Grandes marcas, lojas virtuais e pequenos empreendedores passaram a produzir pochetes, bolchetes (misto de bolsa com pochete) e doleiras para substituir a bolsa nos bloquinhos de rua que arrastam multidões, época do ano em que furtos e roubos são comuns.

O movimento se espalhou por cidades como Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e São Paulo. Ganhou adesão até mesmo da consultora de moda Gloria Kalil, que nesta terça-feira, 7, fez uma selfie e postou nas redes sociais: “Por que a gente demonizou tanto a pobre da pochete? Ela é tão bacaninha!”

Também nas redes sociais, usuários já admitem que vão trocar a bolsa pelas pochetes e pedem dicas de onde comprar.

Sucesso de vendas

Em Fortaleza, a publicitária Jeanne Ferreira, de 27 anos, viu no carnaval a oportunidade de empreender vendendo doleiras. Os acessórios ganharam o nome de “discretinhas”, por serem feitos para colocar debaixo da roupa. A unidade é vendida a R$ 18, com várias estampas.

Em dois dias de pré-carnaval, ela lucrou R$ 500 com a venda de 30 doleiras. “Para esse período, tive a ideia de dar um pacotinho de glitter de brinde, aí todo mundo acha uma ótima surpresa. Além disso, para divulgação nos blocos eu fiz um estandarte das discretinhas”, conta.

A popularidade levou à comercialização por encomenda durante a semana. “Apesar de muita gente ainda não conhecer o produto e como ele funciona (feito para colocar sob a roupa), a recepção tem sido ótima”, afirma. “Quando eu explico, todo mundo acha genial e super útil. Fizemos uns modelos mais alegres e mais resistentes. Geralmente, elas são vendidas de uma cor só e são fininhas demais, nem duram.”

Jeanne diz que a opção de venda pela doleira é para driblar furtos, que segundo ela têm sido frequentes nas festas de pré-carnaval na rua.

Sucesso entre as mulheres, agora o desafio do acessório é conquistar outro público. “Queria vender para homem porque eles são as maiores vítimas, já que colocam tudo nos bolsos. Mas difícil convencer a usar uma bolsa por mais que seja por baixo da roupa.”

 

Da Redação

Conteúdo Estadão

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