Câmeras de segurança apontam ‘legítima defesa’ no caso do PM que matou civil na boate em Olímpia

DIÁRIO OLÍMPIA/REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL – 20/07/2018: Delegado que preside a investigação entende que diante das imagens analisadas o policial agiu em legítima defesa.

O delegado responsável pelo inquérito que apura responsabilidades na morte do eletricista autônomo Everson Nunes Pereira dentro da boate Golden Pub no último domingo em Olímpia, decidiu não indiciar autores e entendeu que o soldado Antonio Carlos Torres agiu em legítima defesa, imagens do circuito de segurança da casa de show reveladas na tarde desta sexta-feira (20), mostram o momento em que o soldado que estava de folga é atacado com uma rasteira por outras pessoas que estavam com a vítima no estabelecimento.

“Foi agredido por trás na covardia caiu no chão sofreu vários chutes golpes por mais de uma pessoa e o recurso que ele tinha naquele momento era a arma que ele portava, ele fez uso dela por que precisava resguardar a própria vida”, disse o delegado Marcelo Pupo de Paula.

Além do militar recém-formado há pelo menos três anos, o proprietário e uma funcionária da casa noturna e a esposa do policial foram ouvidas nesta primeira fase da investigação, porém as declarações prestadas são consideradas pela Polícia Civil insuficientes e outras pessoas serão interrogadas.

Arma do agente de segurança que foi apreendida tem capacidade para sete balas, no entanto a polícia disse que naquela noite durante da confusão, foi efetuado apenas um disparo que não acertou outras pessoas que se divertiam.

Quanto aos atos de vandalismo contra uma série de carros e ônibus dois dias após o homicídio em diferentes pontos de olímpia, outro inquérito está em andamento e os investigadores querem saber se há relação dos ataques com o episódio trágico dentro da boate, 25 veículos foram queimados.

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Na quinta um homem foi preso em casa suspeito de envolvimento na onda de violência com ele havia drogas e um aparelho celular com diálogos sobre as queimadas.

“Vou autorização ao juiz de direito da comarca para que seja encaminhado ao instituto de criminalística e saber se há alguma conversa, o teor, envolvendo esses rapazes”, afirma o delegado.

A reportagem do DHOJE não conseguiu o contato dos familiares e o espaço continua aberto para manifestações.

ASSISTA: (Imagens cedidas/Leonardo Concon)

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DA REPORTAGEM:

Colaborou: Guilherme Ramos, às 17h58.

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