Defesa Civil apresenta reforços para a Operação Estiagem

Coronel Carlos Lamin, diretor da Defesa Civil

A Defesa Civil de Rio Preto deu início a Operação Estiagem deste ano. Durante a manhã de ontem foi realizada a primeira reunião, que tem como principal objetivo a prevenção e o combate às queimadas, tão comuns no período de seca.

Neste ano a força-tarefa contará com novos equipamentos e também com o apoio da população, que em uma ação integrada, participa da operação. Além da Defesa Civil, o Ministério Público, Polícia Militar, instituições de ensino superior e as secretarias municipais e estaduais ligadas à questão ambiental, colaboram com a ação.

Uma das novidades é que nesse ano a prefeitura adquiriu dois atomizadores, que são máquinas que espalham gotículas de água e ar, sendo ideais para o uso em incêndios de vegetação rasteira. A outra novidade é que um aplicativo de celular será desenvolvido por professores da Fatec de Rio Preto. Com o app a população passa a ser um agente fiscalizador, podendo denunciar irregularidades no descarte de lixo ou incêndios.

Até mesmo o helicóptero Águia da Polícia Militar vai ajudar na fiscalização. “Durante os sobrevoos do Águia, eles vão procurar três pontos: focos de queimadas, descarte irregular e a entrada de pessoas não autorizadas na área do antigo IPA, nos comunicando imediatamente para a fiscalização e autuação”, disse o diretor da Defesa Civil, Coronel Carlos Lamin.

Há também o sistema de geoprocessamento, que por meio de monitoramento via satélite, capta mudanças repentinas de temperatura em áreas determinadas, indicando o que poderia ser um possível foco de incêndio. De acordo estimativas da Cetesb, 70% dos incêndios em áreas rurais são provocados por motoristas e passageiros que jogam bitucas de cigarro pela janela do carro. Com isso, campanhas educativas também vêm sendo planejadas para a conscientização da população.

Fiscalização

Até 2016 o combate às queimadas não era uma atribuição direta da Defesa Civil, o que só passou a acontecer no ano passado. Em três meses de fiscalização intensa – que compreendeu o período de estiagem do ano passado – foram aplicados 267 notificações, sendo que 154 delas se transformaram em multas por queima irregular de materiais ou vegetação em terrenos.

A multa por descartar irregularmente lixo ou podas de vegetação varia de R$ 550 a R$ 4 mil e já a multa por colocar fogo em lixo ou podas de árvores é de R$ 1.874.

 

Por Priscila CARVALHO

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