Cumprindo ordem judicial, Rio Preto leva prejuízo de mais de R$ 7 mil

LIFT de Transferência foi comprado para atender paciente de 17 anos com sequelas de paralisia infantil

Compra de aparelho foi prescrita por médica particular ignorando medidas e prefeitura fica com item “inútil”

Uma prescrição para a compra de um equipamento fez com que a prefeitura de Rio Preto arcasse com um prejuízo de mais de R$ 7 mil. Segundo informações da Secretaria de Saúde, uma médica de um convênio particular recomendou a compra de uma LIFT de Transferência SMB 200, para o atendimento de um paciente de 17 anos, com sequelas de paralisia infantil. Esse equipamento é uma espécie de guincho que ajuda as pessoas com problemas de locomoção.

A prefeitura só arcou com esses valores, pois teve que atender uma ordem judicial no valor de R$ 7.420.

Segundo informações da prefeitura a Pasta da Saúde cumpriu com a ordem judicial, comprou o equipamento que entregue a família, mas a mãe do paciente pediu que fosse levado de volta, porque não seria possível utilizá-lo dentro da casa.

“Ocorre que a médica havia prescrito o equipamento, mas a prescrição ignorou as características de peso e tamanho da máquina em relação ao ambiente onde seria utilizado. Diante da enorme despesa que a secretaria teve com a aquisição, a gerência de Estratégia Saúde da Família comentou: “Infelizmente, a equipe do convênio, não fez um atendimento integral como prevê o SUS, que avalia previamente se o paciente teria condições de utilizar em domicilio tal equipamento, mesmo após a SMS enviar descritivo com o tamanho e foto do equipamento””, disse a prefeitura.

Como não se trata de equipamento utilizado nas unidades da secretaria ou do SUS, a despesa acabou se tornando inútil completamente.

O DHoje entrou em contato com o convênio que informou apenas não estar ciente do ocorrido e que, a médica em questão poderia não atender diretamente na clínica. “Temos pacientes que são atendidos aqui, com médicos daqui, e temos pacientes que têm descontos com o plano, atendidos em clínicas particulares com médicos conveniados. Por isso, não é possível fornecer mais informações”, disse.

EM TEMPO

Segundo informações do Secretário Interino, Dr. Antônio Baldin, a prefeitura vai encaminhar a situação para o departamento Jurídico e disse que vai solicitar o ressarcimento dos valores investidos. “Tanto a médica quanto a empresa serão notificados”, finalizou o Secretário Interino da Saúde.

Por Ygor ANDRADE

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