Cuidados com a pele durante a menopausa

Divulgação

A preocupação de todas as mulheres que estão perto dos 45 anos é com a chegada da menopausa, marcada pelo fim da menstruação e que, fisiologicamente, significa que a reserva de óvulos chegou ao fim e no ovário não há mais produção do estrogênio, o hormônio feminino. O período que circunda a menopausa é chamado de climatério que provoca reações num organismo que estava acostumado com determinada quantidade de estrogênio e que passa a registrar uma queda abrupta na produção do hormônio. 

O estrogênio é muito importante para a hidratação da pele e estímulo de colágeno. Quando ele entra em colapso, a pele vai ficando mais fina, perde a elasticidade, fica mais sensível e as paredes dos vasos também ficam mais finas e sensíveis. Ela é mais facilmente agredida, machuca mais e sangra mais fácil. “A água é fundamental para a pele, porque ela só funciona em sua plenitude se estiver devidamente equilibrada. Por isso, são importantes os tratamentos para hidratação da pele nesse período”, destaca a médica.

A pele ressecada pela falta do hormônio fica mais esbranquiçada, coça mais e aumentam as chances de aparecimento de manchas roxas, chamadas de púrpuras senis, que variam de vermelhas para bem roxas e que se manifestam no braço, antebraço ou sobre as mãos.

A mulher começa a se queixar de vários sintomas e pode apresentar calores,insônia, irritabilidade, aumento de peso,mudança no tipo de corpo com a perda da cintura, gordura localizada na barriga e incontinência urinária. “Até por conta da queda do tônus, a mulher começa a perder urina quando tosse, quando fica apertada para ir ao banheiro ou faz qualquer tipo de esforço, o que causa constrangimento”, ressalta a Dra. Steiner.

A médica lembra que estamos falando de mulheres de 45 a 55 anos, em plena atividade, trabalhando e ativas sexualmente, e que nesse período sofrem, notadamente, na relação sexual que fica dolorida. A consequência desse quadro pode surgir no relacionamento com o parceiro, o que acaba por causar uma pressão psicológica na mulher. “Como o homem não sofre esse processo é comum ele ficar disposto para o sexo enquanto ela está numa fase de rejeição”, acrescenta a especialista.

A reposição hormonal é um dos tratamentos indicados nessa fase da vida, mas a Dra. Denise alerta que é muito importante a mulher entender que a reposição deve ser bastante discutida, avaliando os prós e contras para cada pessoa. Segundo a médica, há muita fantasia no sentido de se pensar que a mulher que não identifica o climatério, que não sente nada, não sente sequer calores, não vai ter problemas. “É preciso que a mulher entenda que ela vai ter atrofia e ressecamento de pele quer queira ou não e quem não puder fazer reposição hormonal vai sofrer muito com isso”, explica. 

No entanto, de acordo com a médica, para essas mulheres ainda restam as alternativas de tratamentos com laser, radiofrequência e preenchimentos, que são opções de tratamento íntimo com pouco ou nenhum efeito colateral.

O laser estimula a produção do colágeno para sustentação da pele e aumento da vascularização na região vaginal, onde ocorre a tonificação, e os estímulos locais aumentam o prazer durante as relações sexuais.

O Peeling faz o clareamento da área melhorando o aspecto escurecido e estimulando o colágeno.

E o preenchimento da região genital tem como objetivo devolver o volume perdido com o tempo e melhorar a flacidez. 

tratamento íntimo promove o estímulo de colágeno, melhora a hidratação, assim como a vascularização. Todo o tônus da região melhorado, propicia mais conforto à mulher, diminuindo as dores da relação sexual, tornando o relacionamento a dois mais natural e pleno.“, conclui a dermatologista. 

Dra. Denise Steiner – www.denisesteiner.com.br 

Dra. Denise Steiner é médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual foi presidente entre os anos de 2013 e 2014. Atualmente a Dra. Denise é conselheira da SBD e também é especialista em Hansenologia, em Saúde Pública e em Medicina do Trabalho, além de ser Doutora em Dermatologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É autora de várias publicações de reconhecimento nacional e internacional, entre elas: “Calvície – Um assunto que não sai da cabeça”, “Beleza sem Mistério” e “Envelhecimento Cutâneo”.

Da REDAÇÃO

SEM COMENTÁRIOS