Cuidadora de animais pede socorro: ela está doente e precisa que os pets sejam adotados

A moradora de Rio Preto Adelaide Maria Rodrigues precisa de ajuda. Há cerca de 15 anos, ela desenvolve um gesto de solidariedade, cuidando de animais abandonados. Muitos foram deixados na porta de sua residência e, com dó, acabou adotando. Hoje ela tem quase quarenta animais, entre gatos e cachorros. Por estar com a saúde comprometida, ela não consegue mais cuidar deles como antigamente, por isso pede a colaboração da população e de ONGs para a adoção dos animais.
Adelaide mora com a filha, que tem hidrocefalia, então também precisa de atenção. Por conta dos problemas de saúde, a moradora não tem mais condição de realizar a limpeza adequada do local onde os animais ficam, não consegue dar a atenção que eles precisam, muito menos realizar os banhos com mais regularidade. E o local está pequeno para tantos gatos e cachorros. Hoje ela conta com a ajuda de amigos para tentar manter pelo menos o lugar limpo.
“Eu recebo doação de ração. Às vezes a ração não dá para o mês inteiro, pois tem animais de porte grande, e eu não tenho condição de comprar. A Poli é especial, e a gente vive com o benefício dela para manter a casa, então não tenho condição. E faz tempo que eu estou lutando para resolver isso, não é de hoje. Mas as respostas são sempre as mesmas”, lamenta Adelaide.
A maioria dos animais é castrado, justamente para evitar o aumento de animais. Adelaide segue buscando uma forma de resolver esse problema.

“Eu já tentei tudo o que você pensar. Já procurei a ambiental. Liguei para ONGs. Liguei em todos os lugares que você pensar, mas ainda não consegui ajuda. Eu fico revoltada comigo, pois eu sou a culpada de ter aceitado”, comenta a moradora.

Se alguém estiver sensibilizado com a situação e queira ajudar não só a Adelaide, mas também os animais, pode entrar em contato pelo telefone (17) 99221 9273. O desejo da moradora é que os animais tenham um novo lar e que possam ter a atenção que necessitam. Por isso, ela convida a população a adotar um dos animais e pede a ajuda de ONGs de proteção de animais também. “Toda a ajuda é bem-vinda. Se um adotar um animal ou se uma ONG conseguir pegar uns dois, já ajuda”, finaliza a moradora.

Por Leandro BRITO

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