Cuidado com o uso excessivo da pílula do dia seguinte

Fazer uso constante e muitas vezes abusivo da pílula do dia seguinte não é a melhor opção para a mulher que deseja impedir uma gravidez indesejada. A ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Luisa Mendes Nazar, ressalta que o medicamento deve ser sempre como um método de emergência.

“O caminho não é esse. Para quem tomou duas ou três vezes ao mês, é melhor buscar outras alternativas, como as pílulas comuns de uso diário. A pílula do dia seguinte deve ser usada em casos de imprevistos, por exemplo quando a camisinha rompe, ou em ocorrências de estupro”, salienta a médica.

Sua eficácia é relacionada ao tempo em que é ingerida. A ginecologista explica que é preciso tomar até 12 horas depois do ato, e novamente após 12 horas para manter a eficiência de 90%.

Composta por uma dose alta de hormônio, o efeito no organismo, de acordo com Maria Luisa Mendes Nazar, é de desenvolver um ambiente desfavorável para a gravidez. “O aumento rápido da progesterona vai provocar a descamação do tecido de dentro do útero, impedindo a gestação”.

Apesar da alta dosagem, a ginecologista afirma que a progesterona não é considerada um hormônio perigoso, sem contraindicação e os sintomas podem ser parecidos com o período pré-menstrual. Também não oferece risco cardiovascular e possui menos efeito no sentido de estimular neoplasias.

Outras reações no organismo dependem do ciclo menstrual da mulher. De acordo com a especialista, caso a mulher esteja perto de menstruar e tomar a pílula, vai sangrar. “Se ela não estiver menstruando naquele momento, isso não vai acontecer”, reforça.

Maria Luisa Mendes Nazar enfatiza ainda que o medicamento não causa problemas no bebê, em uma eventual gravidez, e não altera a fertilidade da mulher. “A pílula do dia seguinte é muito eficaz e válida, mas deve ser usada com parcimônia sempre.”

 

Da Redação

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