Crise econômica faz pessoas investirem em novas carreiras

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou um relatório que revela que o Brasil deve demorar aproximadamente dez anos para retomar o nível de emprego e economia do período pré-crise econômica. No melhor dos casos, se o país mantiver a melhor média de crescimento, só chegará ao nível de 2013 em 2027. Com índices de desemprego maiores, há pessoas buscando uma nova carreira, seja pela falta de oportunidades no mercado de trabalho, seja para realizar um antigo sonho.

“As Indústrias são muito importantes para a economia do país, mas ela também depende do mercado interno e externo. Com a carga tributária que temos no Brasil, quem produz mais acaba sendo punido. Isso acaba influenciado nas estatísticas de desemprego e como consequência, os trabalhadores precisam buscar novas formas de se manter no mercado de trabalho”, comenta o economista Roosevelt Bormann Filho.

Para a psicóloga trabalhista Juliana Prado Ferrari, a escolha de uma nova carreira pode estar relacionada também com a escolha de vida, além da crise econômica. “A escolha de uma segunda graduação, por exemplo, está relacionado ao interesse pessoal ou ao que dá sentido na vida dessa pessoa. A instabilidade no mercado de trabalho faz as pessoas buscarem áreas que já tinham interesse antes, mas que por algum motivo não foram a primeira escolha”, afirma.

O caso de Lucas Matos Martins, de 26 anos, é um dos citados pela psicóloga. “Sou formado em administração, mas sempre tive um apreço muito grande pela área de linguagens, principalmente a língua inglesa. Hoje estou cursando letras no Ibilce (Unesp) e pretendo seguir nessa área”, afirma Lucas, que atualmente trabalha como auxiliar no cartório eleitoral.

Colaborou: Vinicius LIMA

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