Crise econômica atrapalha arrecadação de impostos

A Secretaria da Fazenda divulgou o balanço dos quatro primeiros meses do atual governo. No total, foram arrecadados R$ 450 milhões, mas o secretário Ângelo Bevilacqua, diz que a crise atrapalhou já que ouve quedas no IPTU e ICMS, por exemplo.

A Secretaria da Fazenda de Rio Preto divulgou ontem, que arrecadou R$ 450 milhões em impostos nos primeiros quatro meses de 2017. O balanço foi apresentado pelo secretário Ângelo Bevilacqua, que também citou a crise econômica por não ter conseguido renda maior. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) apresentou queda na arrecadação. A meta da Prefeitura era de arrecadar R$ 92,7 milhões com o tributo, mas alcançou R$ 87,1 milhões, representando queda de 6,1%.

“Tivemos essa queda no IPTU, mas também houve uma baixa no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Sabemos que é referente à crise nacional, já que esta receita é repassada pelos governos”, afirma. Na planilha divulgada, a meta nos quatro primeiros meses era de R$ 61,8 milhões, mas só foram arrecadados de ICMS R$ 54,4 milhões, uma queda de 12%.

Por outro lado, o secretário afirma que o município está bem tranquilo em relação as contas. “Quando entramos fizemos várias mudanças que ajudaram nessa arrecadação, como por exemplo, cortamos boa parte dos gastos que não estão beneficiando a população”.

Nos valores divulgados, Bevilacqua afirmou que tudo saiu como o esperado. “Tínhamos uma meta de R$ 453 milhões de arrecadação para o primeiro quadrimestre e alcançamos R$ 450 milhões, ficou dentro da norma. Tenho certeza que ao longo do ano vamos atingir a meta.”
Os números ainda mostraram que o Imposto de Renda também teve arrecadação abaixo da meta, 1,1% menor do que o esperado.

O vereador Paulo Pauléra (PP), também participou da divulgação e citou que a Prefeitura cortou a hora extra de alguns funcionários e, com isso, deixou da gastar R$ 6 milhões. “É uma economia para melhorar ainda mais a arrecadação e pensarmos os gastos.”
Bevilacqua afirmou que a administração quer negociar com as empresas que estão devendo para Prefeitura. O valor atual da dívida gira em torno de R$ 1,3 bilhão.

 

Por Franklin Catan

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