Cresce o número de idosos no ensino superior

Roberto José Medeiros, que concluiu o curso de medicina na Faceres aos 67 anos

A terceira idade é conhecida por muitos por ser a melhor idade. É o período em que muitos idosos aproveitam para descansar, viajar, passar mais tempo com a família e também estudar. De acordo com o Censo-2016 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), dos mais de oito milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação, 24 mil têm idade superior ou igual a 60 anos.

Um caso que chamou a atenção no país foi o de Layla Salmen do Vale, que se formou em Letras aos 86 anos de idade. Ela fez o curso a distância em Governador Valadares (MG). Outro caso foi o de Roberto José Medeiros, que concluiu o curso de medicina na Faceres aos 67 anos. “Essa foi a minha quarta graduação. Quando eu tinha 17 anos eu fui aprovado para os cursos de direito e medicina, mas acabei optando pelo direito por ser mais barato na época” afirma. Além de medicina e direito, Roberto é formado em enfermagem e administração. “Sempre estudei muito ao longo da minha vida e achei esse curso até mais fácil que o meu primeiro. Meu objetivo agora é abrir minha própria clínica”, complementa.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatísticas) o número de idosos cresceu em 18% nos últimos cinco anos e isso está se refletindo nas universidades até para os idosos mais “jovens”. Sandra Regina, 50 anos, iniciou o curso de pedagogia na Unilago. “Trabalho como cozinheira na faculdade e aproveitei para me matricular. No começo senti um pouco de dificuldade, pois fiquei muito tempo longe dos estudos. Hoje já estou mais adaptada”, comenta. Luiz Carlos Domingos, 59 anos, foi outro que buscou um curso superior ao chegar na 3ª idade. “Me formei no ano passado em radiologia. Resolvi fazer o curso por influência da minha esposa. Acabei gostando da área”, afirma.

A psicóloga trabalhista Juliana Prado Ferrari comenta sobre as perspectivas para os idosos formados no mercado de trabalho. “Muitos empresários acabam optando por profissionais dessa faixa etária, devido a maturidade e experiência de vida. Além de que os trabalhadores mais velhos possuem maior flexibilidade em relação aos horários e têm maior comprometimento”. (Colaborou: Vinicius LIMA )

 

Da REPORTAGEM

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