Cremesp investiga suposta participação de médicos em esquema de fraude do Fies

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância para investigar uma possível participação de 25 médicos no esquema de fraudes no Fies, Prouni e Revalida, e de venda de vagas no curso de medicina da Universidade Brasil, alvo da Operação Vagatomia, realizada pela Polícia Federal no dia 3 de agosto.

As investigações do Cremesp começaram em novembro do ano passado e reúne diversos indícios de irregularidades envolvendo a Universidade Brasil, no campus de Fernandópolis.  Outras unidades da rede de ensino, em oito cidades paulistas, também foram investigadas. O material inédito levantado pelo Conselho foi encaminhado para a Secretaria de Justiça de Cidadania de São Paulo.

Durante a Operação Vagatomia, 22 pessoas foram presas durante cumprimento de mandados de prisão temporária e preventiva. Do total, 10 ganharam liberdade na sexta-feira, dia 13. Outros 13 investigados seguem presos em cadeias região.

Entre eles, a médica, Andreia Santos Souza Soares, de 43 anos, que foi presa no dia em que a Justiça determinou a soltura dos outros suspeitos e o reitor da universidade, José Fernando Pinto Costa, de 63 anos.

Mesmo em liberdade, eles continuam sob investigação e terão que cumprir uma série de medicas cautelares determinas pela Justiça Federal, entre elas, não podem sair do Brasil e nem exercer suas funções em seus respectivos empregos.

Em nota, o conselho ratificou seu compromisso na defesa do ensino médico de qualidade e, por essa razão, apoia medidas que inibam irregularidades praticadas no setor. Além da atuação condizente ao seu papel cartorial, judicante e fiscalizador, o Cremesp vem encampando ações de promoção de boa prática médica e da segurança do paciente em São Paulo e no Brasil

O Cremesp demonstra apoio às recentes atuações da Polícia Federal e outras instituições responsáveis por investigar e combater ilícitos no ensino médico do país. E reitera que as melhorias na Saúde no Brasil passam também pelo entendimento de que a educação médica não deve ser campo para a prática de corrupção.

Vinicius LOPES

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