Contrabando causa prejuízo ao país

Em 2017, a venda de produtos contrabandeados no Brasil trouxe prejuízos de R$ 146 bilhões ao país, de acordo com dados levantados pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (Fncp).

O dado diz respeito à soma dos prejuízos registrados às empresas brasileiras e a estimativa de evasão de impostos causada pelo mercado Ilegal. Em 2014, este valor era de R$ 100 bilhões, número que saltou para R$ 115 bilhões em 2015 e R$130 bilhões em 2016.

A venda de cigarros paraguaios, principal produto contrabandeado no país, atingiu patamar recorde em 2017: 48%. Com isso, o Brasil se tornou o maior mercado global de cigarros ilegais.

A empresária do ramo de fragrâncias Beatriz Sampim sofre diariamente com a concorrência desleal de perfumes, outro produto comum no mercado do contrabando. “A gente percebe um número muito elevado referente ao contrabando, onde as pessoas não pensam nas consequências e o quanto elas prejudicam o mercado interno fazendo a compra destes produtos que não tem nota fiscal, selo de garantia e onde nossas empresas nacionais sofrem com isso, já que é uma desigualdade sem tamanho”, alegou a mulher que afirma pagar impostos e ter o rendimento interferido com o contrabando, que só tem aumentado nos últimos tempos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, não dá mais para tratar o contrabando como uma questão isolada, pois o crime, além de ter origens complexas, afeta áreas sensíveis como segurança e saúde.

Apreensão de cargas

As responsáveis pelas apreensões de cargas contrabandeadas nas estradas de nossa região são as polícias rodoviárias Federal, na BRr 153, e Estadual, na Washington Luis e Assis Chateaubriand.

De acordo com o inspetor da PRF, Daniel Mataragi Filho, de janeiro até agora foram apreendidos na região três caminhões de cigarros contrabandeados, num total de aproximadamente 300 mil pacotes, além de duas ocorrências com remédios e anabolizantes contabilizando mais de 10 mil comprimidos.

“O combate aos crimes de contrabando e de crimes contra a saúde pública, como remédios e anabolizantes de origem estrangeira, na sua maioria do Paraguai, são combatidos pela PRF na BR 153 em todo seu interior nas suas ações rotineiras e também por grupos especializados”, disse o policial que apresentou os dados de apreensões de cigarros, remédios e anabolizantes em vias federais já neste ano.

Nas rodovias estaduais, no ano passado, por exemplo, foram apreendidos, de acordo com a PRE, 390 unidades de medicamentos contrabandeados, 4.441.970 maços de cigarros contra 875 mil só nos três primeiros meses deste ano.

(Colaborou Arthur AVILA)

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