Contra decisão do STF, manifestantes se reúnem em frente à Prefeitura de Rio Preto

Depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que prisões só devem acontecer após o término de todo o processo, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi solto na tarde desta sexta-feira (8). Em Rio Preto, uma manifestação contra essa decisão foi organizada pelo Movimento Vem Pra Rua, em frente à Prefeitura, na Avenida Alberto Andaló.

O trânsito nas imediações não foi bloqueado pela Polícia Militar o Guarda Civil Municipal. Os manifestantes aguardavam o fechamento do sinal para protestar contra a decisão do STF e soltura do ex-presidente Lula. Apesar disso, o fluxo ficou bastante complicado próximo ao local.

Cerca 500 pessoas marcaram presença no ato e se manifestaram com gritos de ordem pedindo que Lula retorne para a prisão. “Não podemos admitir que esse homem esteja solto. O Brasil vive um momento de reconstrução e isso (Lula livre), não pode acontecer. Estamos perdidos se isso continuar”, disse Celso Morais, de 54 anos e vendedor de carros.

Presidente do Movimento Cidadania Brasil, Manoel Carlos Torres esteve nos atos e declarou repudio às decisões tomadas pelo STF. “Representa (manifestação) a indignação de todo mundo com o que parecia meio obvio – os votos estavam declarados em relação ao fim da prisão em segunda instância, mas para que as pessoas entendam de maneira mais simples, é fácil comprar a ideia de que a inocência tem que ficar provada somente com Transito em Julgado, mas depois da segunda instancia, a culpabilidade está provada, só se discute detalhes técnicos. O cara é culpado, não tem o que fazer. Ele pode até ser absolvido por erros técnicos, mas é considerado culpado. Moralmente ele é o cara que cometeu o crime”, destaca o presidente do MCB.

Colocando Lula como inimigo nacional, o presidente do MCB ainda destaca que o Petista é o símbolo da impunidade de todo os presos que estão sendo soltos. “Lula, José Dirceu, Eduardo Azeredo entre outros estão sendo soltos por conta de uma interpretação da Lei, agora nós precisamos pressionar o Congresso para que aprove a PEC (Pacote de Emenda Constitucional) e altere essa Lei, se não vamos ficar a mercê dessas pessoas”, finalizou o representante do Movimento Cidadania Brasil.

Por Ygor ANDRADE

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