Construção civil e indústria fazem emprego cair em Rio Preto

fim de obra - Término de empreendimentos também influenciou na demissão de trabalhadores

Dados do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – registram 191 vagas fechadas durante o mês de novembro.

Após apresentar números positivos durante o mês de outubro, onde 656 vagas foram criadas no período, o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – revelou em seu último levantamento realizado durante o mês novembro uma queda de 191 postos de empregos, em Rio Preto.

No total, 4.484 contratações foram realizadas no mês passado. Porém, aconteceram 4.675 demissões no mesmo período, o que ocasionou o número negativo de 191 vagas fechadas em novembro.

O setor mais responsável pelo fechamento de vagas foi o da construção civil, onde 214 trabalhadores perderam o emprego. Logo depois aparece o setor da indústria, com 155 vagas fechadas.

Na contramão das vagas fechadas, o comércio, com 85 admissões, e o setor de serviços, com 94 contratações, apresentaram números positivos durante o mês passado.
Ao todo, de janeiro a novembro, o saldo de vagas criadas é positivo. Em 11 meses, 2.957 vagas foram criadas em Rio Preto. Nos últimos 12 meses, de novembro de 2016, a novembro deste ano, o saldo também é positivo e aponta para 1.028 novas vagas de emprego.

Segundo o economista Raphael Tavares Mantovani, reajuste de quadro, finalização de empreendimentos e o período do ano são alguns dos motivos pela queda de empregos no setor da construção civil e da indústria, “Os setores mais importantes da economia, que pagam os maiores salários e são setores ligados a liberação de créditos. Então, como o governo tem restringido essa liberação de créditos é um dos motivos por essa queda”, afirmou o economista.

Ainda de acordo com Mantovani, como grande parte das obras de condomínios foram entregues neste final de ano, as empresas optaram por desligar seus trabalhadores para continuar reduzindo gastos.

“A indústria teria que crescer muito para recuperar e aproveitar o momento para fazer esse resgate econômico”, ressaltou.

Por outro lado, prevendo um crescimento de até 3% para o próximo ano, diferente de 2017, onde o país cresceu entre 0,5 e 1%, o economista diz que esses setores devem apresentar uma alta ainda no primeiro trimestre de 2018.

“A partir de março, quando esperamos que o aquecimento da economia continue, os dois setores devem mostrar mais sinais de reação”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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