Conjuntivite alérgica é mais incidente na primavera

Conjuntivite - Médico oftalmologista Marcelo Mendonça, durante exame em paciente. O especialista explica sobre as diferenças entre a conjuntivite alérgica e a infecciosa, que é mais comum e causada por vírus ou bactérias

Com a chegada da primavera no próximo dia 22, mudanças climáticas e tempo seco, o período é conhecido pelo aumento dos quadros de doenças alérgicas, dentre eles a conjuntivite alérgica, também conhecida como conjuntivite primaveril. E acredite, a intensa florescência e polinização das plantas, a maior quantidade de grãos de pólen no ar podem se tornar um incômodo para aqueles que já sofrem com alergias, podendo influenciar no aparecimento dessas doenças.

De acordo com o médico oftalmologista Marcelo Mendonça, há diferenças entre a conjuntivite alérgica e a infecciosa, que é mais comum e causada por vírus ou bactérias. A conjuntivite alérgica não é contagiosa e é causada por uma reação imunológica a substâncias as quais a pessoa é sensível. “Na infecciosa geralmente os sintomas instalam-se de maneira mais agressiva, ao contrário da alérgica, quando os sintomas geralmente se instalam de forma súbita após o contato com a substância alérgica. Os portadores de conjuntivite alérgica estão sujeitos a ter surtos de alergia a vida toda”, disse.

Dhoje Interior

No início os sintomas dos dois tipos de conjuntivite podem ser muito semelhantes, mas na conjuntivite infecciosa, existe a exposição do paciente a pessoas já infectadas. A conjuntivite alérgica provoca irritação, coceira, secreção, desconforto e até diminuição da visão no olho afetado. Como qualquer alergia o fator desencadeante depende da sensibilidade de cada pessoa e da exposição ao fator.

Segundo o oftalmologista o principal tratamento nestes casos é a pessoa se afastar do agente causador da alergia, seja qual for. “O melhor tratamento para qualquer alergia é se afastar da causa da alergia seja do ambiente ou alguma substância, por exemplo, um determinado tipo de maquiagem”.

Boa parte das conjuntivites alérgicas podem ser isoladas, porém existem pessoas chamadas atópicas que são susceptíveis a múltiplas alergias (oculares, respiratórias, dermatológicas e etc) e estas pessoas exigem tratamento e acompanhamento especial. “Caso não consiga descobrir o agente causador ou o afastamento for inviável, existem medicamentos, colírios e comprimidos que aliviam os sintomas e permitem os pacientes levarem uma vida normal. Esses medicamentos sempre devem ser recomendados e acompanhados por um oftalmologista, pois o abuso desses podem trazer prejuízos”, concluiu Mendonça.

 

Por Priscila Carvalho