Conhecimento é essencial na hora de aplicar o dinheiro

A nova geração está mudando o perfil do investidor brasileiro. A preocupação com o crescimento do capital faz com que muitos busquem alternativas diferentes da tradicional poupança. E para se aventurar no leque de aplicações oferecidas, é preciso maior conhecimento, segundo o economista e analista financeiro, Diogo Sanches Júnior. “É necessário conhecer toda a sua vida financeira e acompanhar, pelo menos o básico, do mercado para avaliar as opções e ter a segurança de um bom rendimento”, afirma.

Para 2018, os especialistas em finanças declaram estarem mais otimistas com o crescimento econômico do país. Porém, alertam que a crise política, a instabilidade na disputa eleitoral e as discussões sobre as reformas econômicas podem tornar o cenário incerto. O que aumenta a necessidade de observar os acontecimentos no setor.

Júnior também coloca que procurar uma assessoria de investimento ou uma corretora pode ser uma boa alternativa. “São locais especializados nestes serviços e com certeza auxiliam quem está interessado, mas, mesmo com esta ajuda, é preciso buscar conhecimento para acompanhar as movimentações”, explica.

Fácil acesso, ausência de taxas cobradas pelas instituições financeiras, isenção de IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda) para pessoas físicas, garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), possibilidade de depósitos em pequenas quantias e saques a qualquer momento são as vantagens da caderneta de poupança.
A modalidade ainda é uma das mais utilizadas pela população brasileira. São mais de 40 milhões de investidores com cerca de R$ 725 bilhões de reais. “Além disso, a poupança tem uma clara finalidade social, já que 65% das captações são destinadas ao financiamento habitacional”, destaca.

Em contrapartida, o economista explica que a modalidade apresenta um baixo retorno. “Deixar suas economias aplicadas na poupança por mais de três meses, com certeza é perder a oportunidade de acumular riqueza. O motivo é a baixa rentabilidade frente a outras aplicações. Portanto, o ideal é utilizar a caderneta apenas para depositar aquele capital que está no planejamento de saque com no mínimo um mês e no máximo três meses”, esclarece.

A jornalista Helene Ayoub Franzon, 27, faz parte do novo perfil de investidor. Ela optou pelo Fundo de Investimento. “Eu nunca investi na poupança. Quando comecei a pesquisar sobre, eu descobri que o rendimento era muito menor. Pesquisei sobre os investimentos naquele período e optei pelo que rendia mais”, relata.

Em geral, este é o primeiro passo de quem não quer a poupança. Pode ser feito pela união de investidores visando um determinado objetivo. Esta união divide as receitas e despesas para o empreendimento. O capital é gerido por especialistas contratados que tratam dos aspectos jurídicos e legais do fundo.

Uma outra alternativa segura, considerada de maior rentabilidade é o Tesouro Direto. Atualmente conta apenas com um pouco mais de 1 mi pessoas cadastradas. A faixa etária dominante é a de 26 aos 35 anos.

É o caso da vendedora Camila Xavier. Aos 28 anos, decidiu retirar as economias da poupança para realizar uma aplicação no Tesouro. “Pesquisei e vi que para a minha meta, de comprar uma casa, a poupança renderia pouco e o meu objetivo ficaria sendo adiado. Agora, posso manter os meus prazos com um menor sacrifício na rotina”, conta.

O analista financeiro explica que o Tesouro tem títulos que podem ser atrelados à taxa básica de juros do país, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) ou ao índice de preço IPCA (Inflação Acumulada Atual). A melhor alternativa à poupança é o Tesouro Selic, que tende a render de 13% a 22,5% a mais, dependendo do prazo de resgate do dinheiro.
“Assim como a poupança, o investimento também pode ser sacado a qualquer momento. A remuneração é calculada diariamente e, mesmo por não possuir a garantia do FGC, é considerado o investimento mais seguro do Brasil, por contar como credor o Governo Federal”, ressalta.

Júnior lembra que o título é indicado para investidores que desejam manter seu capital aplicado por no mínimo três meses. Quando sacado antes de um mês é cobrado um percentual de IOF. Já no segundo mês, perde em rendimento para poupança, devido às taxas cobradas que passam a ser superadas após três meses de aplicação.

 

Por Marina LACERDA

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