Conheça mais sobre o veganismo

O veganismo é uma forma de viver, que busca excluir, na medida do possível, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, vestuário ou para qualquer outra finalidade. Dos veganos do Peta aos veganos crudívoros, uma coisa é certa, nada que venha de animais é aceitável.

Geralmente, a classe vegana faz questão de expressar sua indignação, usando boicotes a empresas que tem seus produtos vindos de sofrimento animal. Renan Breno é vegetariano desde os 13 anos e há dois anos aderiu o veganismo.

“Quando eu tinha dez anos eu já sabia que a carne que eu comia era dos animais, que eu brincava no sítio da minha vó, então virei vegetariano. Com o tempo e informação eu vi que a exploração animal ia muito além da carne, então decidi ser vegano por compaixão aos animais”, conta Breno.

Os benefícios de uma alimentação a base de plantas pode ir desde o controle da glicemia e colesterol, até as melhoras na digestão, trânsito intestinal e sensação de bem estar, porém os riscos também existem, é preciso atenção com a deficiência em vitamina B12. Quanto a massa livre de gordura e massa muscular, já existem estudos indicando que é possível conseguir um aporte de aminoácidos suficientes, vindo de alimentos vegetais, desde que a variedade e a combinação de alimentos ajustem essa demanda.

Para quem é do “mundo fitness” e faz o uso de suplementos, existem suplementos de proteína de arroz, ervilha a creatina. Mas ao contrário do que muitos pensam, pessoas que adotam o veganismo têm uma variedade de alimentos saudáveis e gostosos para consumir. Temos como exemplo, algumas receitas brasileiras, italianas e mediterrâneas adaptadas para quem aderiu o veganismo. “Existem combinações essenciais para uma boa nutrição: arroz com feijão ou outra leguminosa como lentilha, grão de bico ou ervilha, semente de abobora, quinoa, chia, linhaça e gergelim, castanhas ( todas as oleoginosas), manter pelo menos mais 5 vegetais de cores diferente nos prato e frutas livres” explica o Nutricionista Fernando Loria.

Segundo pesquisas, em 2 anos o aumento da indústria vegana foi de 40%, atualmente 16% dos brasileiros praticam o veganismo e o vegetarianismo. Mas ainda sim a procura em restaurantes tem sido maior que a oferta, apesar de muitos restaurantes já estar adaptando seu cardápio com feijoadas, coxinhas, tortas, pizzas, tudo feito somente com vegetais. Para quem quer aderir um estilo de vida parecido, mas de uma forma menos radical

Além do veganismo, existem outras dietas, menos radicais, para quem prefere preservar a vida animal, conheça as diferentes dietas que podem entrar para seu cardápio:

Ovolactovegetarianos- não consomem nenhum tipo de carne (vermelha, branca ou frutos do mar), porém não deixam de consumir laticínios e ovos. Este tipo de vegetarianismo é o mais comum para quem esta começando agora, pois é o menos radical.

Lactoveganos- são os que não consomem carne de animais e nem derivados, ao contrario dos ovolactovegetarianos. Na maioria das vezes esse vegetarianismo está ligado a razões religiosas.

Vegetarianismos estritos- não consome absolutamente nada de origem animal na alimentação.

Veganos – se abstém na alimentação, vestuário, beleza, entretenimento e nada do que envolva sofrimento animal é aceito por essa classe. Alguns exemplos de produtos não consumidos são: couro, lã, corantes feitos a base de animais entre outros. (Colaboração: Thais Lobato)

 

Da REPORTAGEM

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