Congresso de Iniciação Científica reúne alunos e profissionais da saúde em Rio Preto

Pela 14ª vez a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) foi palco de mais uma edição do Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) que aconteceu ontem, com palestras e apresentações nos períodos da manhã e tarde. O evento que é considerado um dos principais fomentadores de produção científica do Estado de São Paulo, reuniu profissionais e alunos da área da saúde.

O Congresso, que neste ano terá a apresentação de 195 trabalhos, divulga as pesquisas realizadas pelos alunos tanto da Famerp como de outras instituições de ensino superior do país, com o objetivo de estimular o debate e discussões em busca de mais qualidade de vida para a população.

Segundo Suzana Lobo, diretora de pesquisa da Famerp e responsável pelo Congresso, neste ano foram inscritos mais de 200 trabalhos acadêmicos. ”Este ano nós estamos com cerca de 360 participantes, 230 trabalhos inscritos e aprovados 195. Só são aprovados os trabalhos melhores, que são avaliados por três avaliadores”, comentou.
A programação de palestras contou com diversos assuntos relevantes da área da saúde, como: câncer; novos tratamentos; mitos e verdades sobre a indústria farmacêutica; medicina perioperatória; a educação do século XXI; nutrição; doenças crônicas e problemas ligados ao envelhecimento. “Aqui de 30 a 40% desses trabalhos já estão indo para outros Congressos nacionais e internacionais. Dos seis trabalhos daqui (Famerp), quatro já vão para o Congresso mundial de medicina intensiva, cardiologia, psicologia; toda a maioria vai”.

Para a diretora, o tripé da faculdade é ensino, assistência e pesquisa. “A pesquisa é muito importante inseri-la dentro do ensino, porque é o que faz com que tudo se desenvolva e a gente tire as ideias do papel e transforme em dados pragmáticos, críveis e que você pode transformar depois em benefícios ao paciente”, explicou Lobo.
O oncologista Gustavo Colangiovani Girotto, um dos integrantes da banca avaliadora do Congresso, afirma que em geral os trabalhos até chegarem a uma aprovação e que possa impactar diretamente os pacientes levam em média de 15 anos. “Esses trabalhos para impacto direto ainda é muito precoce, está na fase pré-clínica, antes de chegar dados para pacientes. É uma fase inicial de desenvolvimento, mas com certeza levará a novos tratamentos contra o câncer, porque já tem drogas com esses alvos terapêuticos sendo estudadas pelo mundo, inclusive aqui por Rio Preto”, conclui.

 

Por Priscila Carvalho

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