Confira “Nos Bastidores da Política” deste sábado

Pressiona  

Edinho Araújo (MDB) recebeu ontem um grupo de pequenos comerciantes da Zona Norte, que pede a liberação das atividades comerciais. O grupo participou de manifestação para pressionar o prefeito a rever o fechamento do comércio que teve o intuito de controlar a propagação do covid-19. O prefeito reiterou que confia nas medidas adotadas com base na orientação técnica do secretário de Saúde, Aldenis Borim. O assunto volta a ser discutido, segunda-feira, com o novo presidente da Acirp, Kelvin Kaiser, e o ex, Paulo Sader.

Dhoje Interior

Vírus da discórdia

Enquanto um grupo de comerciantes fez manifestação ontem, em frente à Prefeitura, para pressionar o prefeito a liberar o funcionamento do comércio, o PSOL, partido do vereador Marco Rillo e do seu filho, pré-candidato a prefeito João Paulo Rillo, divulgou nota criticando a ação dos manifestantes: “Exigimos que o senhor (Edinho) descarte essa loucura de reabrir o comércio para transgredir as regras e colocar em risco a saúde da população.” O covid-19, além de matar, causa discórdia política.

Máscaras

A nota do PSOL classificou como “irônico” o comportamento do grupo de comerciantes por ter desrespeitado as exigências sanitárias. Ainda segundo a nota, se o prefeito Edinho ceder à pressão do grupo, para retroagir as regras e liberar o funcionamento do comércio, estaria se posicionando contra os exemplos de outros países que paralisaram tudo para evitar a propagação do coronavírus. Com medo do vírus, manifestantes usavam máscaras. A situação, portanto, é preocupante.

Palavra de homem

César Gelsi (PSDB) declarou que não aceita vereador na chapa de pré-candidatos do partido para disputar a eleição em outubro. A declaração foi em função de notícia que corre no meio político, que o vereador Gérson Furquim poderia se filiar ao PSDB para disputar a reeleição. “Se entrar algum vereador eu saio (da sigla)”, avisou o tucano. Gelsi disse que a direção do partido garantiu que não teria vereador na chapa.  “Eu acredito na palavra de homem, de pessoa decente, que é o (Roberto) Pupo.”, ressaltou.

Ficou fora

O ex-vereador César Gelsi informou que a sua expectativa é obter cerca de cinco mil votos na próxima eleição. Se a previsão se confirmar, é uma excelente votação, porém, não adianta ser bem votado e a chapa de candidatos não atingir o quociente eleitoral. Dirigentes partidários preveem que o quociente deverá ficar próximo dos 14 mil votos para fazer uma cadeira na Câmara. Gelsi já ficou duas vezes de fora, uma pelo antigo PMDB e outra pelo PSDB, por não atingir o quociente eleitoral.

Reforço

Em tese, se Gérson Furquim entrasse no PSDB seria um reforço para a chapa tucana. Gelsi está convicto de que terá uma votação significativa no processo eleitoral, portanto, o vereador Furquim seria uma garantia de que o quociente eleitoral seja atingido, inclusive, com chance de eleger dois vereadores. Furquim tem um eleitorado cativo, tanto é que exerce seu oitavo mandato consecutivo. O presidente do PP, Paulo Pauléra, avisou que Furquim não terá legenda para disputar a reeleição pela sigla.

Assédio

Paulo Pauléra está cercando a chapa de pré-candidatos temendo que algum dirigente partidário convença algum filiado do PP a mudar para outra sigla. “Estão fazendo graça, assediando nossos pré-candidatos”, revelou. Para fechar a porteira, Pauléra fez reunião ontem através de aplicativo do grupo – medo do coronavírus – com o objetivo de fortalecer os laços afetivos do partido. Segundo ele, já são 34 que almejam legenda para 26 vagas. “Todos, sem exceção, me apoiaram e ninguém vai sair”, acredita.

Albert Einstein

Na rede social está acirrado o debate entre aqueles que defendem a abertura do comércio e o que são contra, medo do vírus que veio da China. Geralmente, quem tem negócio próprio, quer a liberação das atividades para voltar a “normalidade”; quem não tem, é contra. O presidente Bolsonaro também é a favor da liberação para não afetar a economia, no entanto, caso ele contraía o vírus, o Hospital Albert Einstein está à sua disposição. Já a maior da população talvez nem a assistência do SUS.

Por Venâncio de MELLO